segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/17..01/12/2014

             

                   Estêvão, o Primeiro Mártir

Como pode uma bênção advir de um assassinato? Estêvão foi outro personagem do Novo Testamento que sofreu e morreu pela causa de Cristo, e o seu martírio resultou em progresso para o Evangelho.
Estêvão foi escolhido dentre os primeiros dos discípulos em Jerusalém para cumprir a tarefa de diácono. No seu ministério, assim como no dos próprios apóstolos, "divulgava-se a palavra de Deus, e se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém; também muitos dos sacerdotes obedeciam à fé." (Atos 6:7) Estêvão era "um homem cheio da graça e poder de Deus", cujo testemunho logo começou a fazer efeito. Como resultado, começou a enfrentar oposição. Qualquer pessoa que assuma audaciosamente o Senhor Jesus Cristo encontrará uma forte resistência. "Disputavam, com Estêvão; e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava." (Atos 6:9, 10) O resultado de tudo isso foi que os líderes religiosos instigaram o povo a levar Estêvão para ser julgado pelo Conselho. Testemunhas mentirosas lhe lançaram acusações falsas e ele foi sentenciado á morte por apedrejamento.
Quando estava morrendo, Estêvão ergueu os olhos e declarou que via Jesus à mão direita de Deus. Isso enfureceu a turba de tal modo que apedrejaram Estêvão com mais violência ainda. "Apedrejavam a Estêvão que invocava o senhor e dizia: 'Senhor Jesus, recebe o meu espírito.' Ele, ajoelhando-se, clamou em alta voz: 'Senhor, não lhes imputes este pecado.' Tendo dito isto, adormeceu." (Atos 7:59, 60)
Temos algo de interessante a acrescentar a esta história. Um homem chamado Saulo viu acontecer esse assassinato sangrento. Tornar-se-ia mais tarde, é claro, o apóstolo Paulo. Creio que a conduta de Estêvão durante o seu julgamento, seu sermão emocionante, e o seu martírio corajoso, podem ter sido os fatores que depois influenciaram Saulo a se voltar, ele mesmo, para Cristo.

            Jó: Não É um Santo das Horas Boas

Dos muitos santos sofredores do Antigo Testamento, dois se destacaram para mim: um deles é quase uma ilustração clássica do sofrimento. É comum falarmos em "paciência de Jó" e com isso estamos nos referindo à maneira paciente como suportou o sofrimento cruciante que foi exortado a experimentar. A sua atitude triunfante é ainda mais espantosa quando nos damos conta do que aconteceu a ele. O seu sofrimento era mais do que simplesmente físico:
1.      Ele perdeu a saúde;
2.      Perdeu a fortuna;
3.      Perdeu os filhos.
Jó ficou reduzido a sentar-se em meio aos escombros da sua vida, antes próspera. E depois da perda de tudo que valia a pena na sua vida, ele ainda pôde dizer: "Eis que me matará; não esperarei. Contudo, defenderei os meus caminhos diante dele." (Jó 13:15) Mais tarde, fez essa declaração impressionante: "Sei porém que o meu Redentor vive, e o que vem depois de mim se levantará em pé sobre o pó." (Jó 19:25) Tais palavras saíram da boca de um homem esmagado mental e fisicamente pelo sofrimento que suportara nas mãos de Satanás. Depois dos piores de seus padecimentos, a sua mulher lhe disse: Conservas tu ainda a tua integridade? Renuncia a Deus e morre. A despeito dessas palavras fortes, Jó replicou: Estás falando como fala uma mulher tola. Quê? Receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?
Continuamos lendo a Bíblia, e vemos que, "em tudo isso, não pecou Jó com os seus lábios." (Jó 2:9,10) Jó não era perfeito. Repare que a Bíblia diz que ele não pecou "com os seus lábios"! Todavia, ele é um modelo impressionante para seguirmos em nossa atitude para com o sofrimento.
A despeito de suas dificuldades, podia dizer: "DEUS deu, e DEUS tirou; bendito seja o nome de DEUS." (Jó 1:21) O Livro de Jó não resolve o problema do sofrimento, mas ensina lições valiosas. Primeiro, torna claro que os inocentes sofrem juntamente com os culpados, e que a virtude nem sempre é recompensada aqui na terra. Os sofrimentos de Jó eram imerecidos. Ele rejeitou as acusações de seus três amigos e manteve a sua integridade. Deus tampouco o acusou de ter agido mal.
Depois, a história nos ajuda a distinguir entre o sofrimento de retribuição e o disciplinar. Deus não estava punindo Jó, mas sim testando a sua fé e apurando o seu caráter. Jó saiu da sua provação um homem melhor e mais sábio. A história de Jó tem uma conclusão gloriosa. Você pode achá-la no capítulo 42 de Jó, mas eis aqui os pontos altos: Depois que Jó orou por seus amigos (aqueles que o difamaram durante a sua provação), o Senhor o tornou próspero de novo e deu-lhe o dobro do que possuía antes. Todos os seus irmãos e irmãs... confortaram-no e consolaram-no pelos padecimentos que o Senhor lhe enviara... O Senhor abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira. (vv.10-12) Que testemunho é Jó da fidelidade máxima de Deus a Seus próprios filhos! No seu livro Where Is God When It Hurts? (Onde está Deus quando dói?), escreve Phillip Yancey: "Satanás provocara Deus com a acusação de que os humanos não são verdadeiramente livres, porque Deus reforçara as recompensas de Jó para que ele escolhesse a Seu favor. Será que Jó era fiel porque Deus lhe concedera uma vida tão próspera? O teste provou que não. Jó é um exemplo eterno daquele que se manteve fiel a Deus, embora o seu mundo tenha desabado e parecesse que o próprio Deus se voltara contra ele. Jó se apegou à justiça de Deus quando, aparentemente, era o melhor exemplo na história de uma pretensa injustiça de Deus. Ele não buscou o Doador por causa de seus dons; quando todos os dons foram retirados, ele ainda buscava o Doador."

                          Da Prisão ao Palácio

Existe um outro personagem do Antigo Testamento que nos oferece uma ilustração do sofrimento: José. Seus irmãos tramaram a sua morte e o venderam como escravo. Ainda criança foi separado de sua família e mandado para um país estranho. Quando era rapaz, foi acusado falsamente de tentar seduzir a mulher de seu senhor, e, como conseqüência, foi lançado à prisão. Esses acontecimentos eram o bastante para levar qualquer homem ao desespero. Disse alguém: "Deus não usa ninguém além dos seus limites, a não ser depois que o tenha feito em pedaços." José passou por mais tristezas do que todos os filhos de Jacó, no entanto, foi fiel. A sua fidelidade no sofrimento levou-o a ser o primeiro-ministro do Egito. Como resultado de sua posição e poder, conseguiu salvar a sua família da fome. Por este motivo, disse dele o Espírito Santo: "José é um ramo frutífero, um ramo frutífero junto à fonte; e seus raminhos se estendem sobre o muro." (Gên.49:22) É preciso o sofrimento para ampliar a alma.
                 
            O Sofrimento em Nosso Mundo Moderno

É interminável a lista dos que sofreram por Cristo, desde os dias da primeira igreja. Lemos histórias tanto de católicos quanto de protestantes que, em séculos passados, padeceram terrivelmente por lealdade à sua fé. A maioria desses valentes cristãos morreu sob tortura e foi submetida a tratamentos desumanos que vão além da imaginação. Mas não é preciso irmos muito longe na História. O século XX foi testemunha de alguns dos exemplos mais espantosos de sofrimento em massa na história da raça humana. Milhões sofreram e morreram em duas catastróficas guerras mundiais, com milhões mais perecendo em diversas outras guerras e revoluções. Vários anos atrás visitei o notório campo de concentração nazista em Auschwitz, onde vários milhões de pessoas (tanto judeus quanto gentios) foram impiedosamente chacinados. Nem consigo descrever o horror e a revulsão que me dominaram enquanto caminhava por aquele terrível monumento à desumanidade do homem para com o homem.
Além disso, o nosso século tem testemunhado, repetidamente, cenas incríveis de fome e inanição em massa em muitas partes do mundo.
Nenhum cristão sincero pode ficar indiferente a acontecimentos tão trágicos. A sina desesperada dos pobres e famintos, a tolerância de tantos para com a injustiça social e econômica, o aumento descabido de armas de destruição em massa estes e inúmeros outros problemas demonstram vividamente que vivemos num mundo em que a maldade e o sofrimento não apenas são reais, como crescem a cada momento. Esses problemas também desafiam todos os cristãos a orar e trabalhar para mitigar o sofrimento e a combater as causas desses problemas, sempre que possível. Como cristãos, sabemos que todo o sofrimento e a maldade jamais serão eliminados de nosso mundo antes do retorno de Cristo. Mas também sabemos que Cristo ordena que façamos tudo o que for possível para demonstrar o Seu amor por todos aqueles que sofrem. Devemos lutar contra o mal e a injustiça e trabalhar em nome de Cristo pelo bem dos outros. Porém, o sofrimento afeta todos os tipos e classes de indivíduos, todos os dias. Podemos encontrar à nossa volta o sofrimento sob dezenas de formas. Basta ir aos cortiços de Nova York, aos hospitais de qualquer cidade, ou aos lares tragicamente desfeitos. Converse com os milhões de crianças que estão vivendo com apenas um dos pais, ou sem nenhum dos dois. Converse com as dezenas de milhares de pacientes que foram avisados que estão com câncer ou moléstias cardíacas. Converse com as vítimas de assaltos, estupros e outros crimes que ocorrem diariamente em quase todas as cidades. Vá às prisões e fale com os prisioneiros que estão pagando o preço amargo por seus erros. Converse com os pastores que estão de coração partido porque os membros de sua congregação professam uma coisa e vivem outra. O mundo todo está pedindo socorro.
TEM CONTINUAÇÃO.
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/16..21/10/2014

           

                            As Irritações de Paulo

O apóstolo Paulo foi exortado a sofrer por Cristo, mas, ao longo de todo o seu sofrimento, só resistiu porque teve o apoio do Espírito Santo. Não apenas foi exortado a sofrer fisicamente, mas também conheceu o sofrimento mais sutil de bancar o idiota diante dos outros homens. Ele descreve as suas experiências em 1 Coríntios 4:9-13: "Pois penso que Deus nos tem posto a nós, os apóstolos, pelos últimos, como sentenciadas à morte; somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos estultos por amor de Cristo, mas vós sábios em Cristo; nós somos fracos, mas vós forres; vós honrados, mas nós desprezadas. Até esta padecemos fome, e sede, e nudez, e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos; quando vilipendiadas, bendizemos; perseguidos, sofremos; difamados, rogamos; somos feitos como refugo do mundo, como escória de tudo até agora." Paulo nos fala, em II Coríntios, das tribulações, dificuldades, espancamentos, insônia e outros sofrimentos que os servos de Deus eram exortados a suportar. Ao pensar em suas responsabilidades como missionário cristão, disse ele: "Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, o cuidado de todas as igrejas." (II Cor. 11:28) Como a preocupação de Paulo com as igrejas ressalta vividamente a grande pressão que sofrem as lideranças cristãs! As responsabilidades do ministério muitas vezes podem ser esmagadoras. Falando humanamente, podem levar à solidão, depressão e, muitas vezes, ao desânimo. Porém, no meio disto tudo, está a graça ilimitada de Deus e Sua paz, que ultrapassa toda a compreensão.
Ser um clérigo numa época dominada pelos meios de comunicação acarreta pressões que o cristão comum nem sequer imagina. No meu caso em particular, houve épocas em que as pressões mentais, físicas e espirituais tornaram-se tão grandes que quase desejei que o Senhor me levasse logo para casa. Já tive vontade de fugir ou sumir. Mas sei que Deus me chamou para as minhas responsabilidades, e devo ser fiel. Mais perigoso do que fazer um pronunciamento infeliz é a possibilidade de você ser mal-interpretado. As pessoas colocam os cristãos num pedestal, mas, ao menor erro, eles são imediatamente culpados e muitas vezes ridicularizados pelos outros cristãos. Isso é parte do que Paulo quis dizer quando falou do "cuidado de todas as igrejas" repousando sobre ele. Esta pressão foi ainda maior do que os sofrimentos físicos que ele suportou. Muitas vezes me perguntei o que teria acontecido no ministério do Senhor Jesus Cristo, se a televisão existisse naquela época. O que teriam feito, por exemplo, com a ressurreição de Lázaro ou a cura de Bartimeu ou a alimentação dos cinco mil? Podemos nunca ser exortados a sofrer como Paulo. Mesmo assim, podemos bem nos jubilar com uma atitude como a dele: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; derribados, mas não destruídos." (II Coríntios 4:8, 9) Deus nunca enviou nenhuma dificuldade para a vida de Seus filhos sem as ofertas conjuntas de ajuda nesta vida e recompensa na vida futura. Sejam quais forem as aflições que cheguem à nossa vida, nosso Senhor entra no vale conosco, levando-nos pela mão, até mesmo nos carregando, quando é necessário.

                     Eis aqui um versículo para decorar e repetir:

"Não vos tem sobrevindo tentação que não seja comum aos homens; mas Deus é fiel, o qual não permitirá que sejais tentado além das vossas forças, mas também com a tentação proverá o meio de saída para poderdes suportá-la." (I Coríntios 10:13)

              VIVENDO ACIMA DE SUAS CIRCUNSTÂNCIAS

Não oro pedindo um fardo mais leve, mas sim costas mais fortes.
PARA AQUELES que enxergaram, a cegueira pode ser uma deficiência esmagadora. Durante a maior parte de seus 95 anos na terra, Fanny Crosby foi cega. No entanto, teve a profunda percepção espiritual para compor hinos cristãos clássicos como "Salva pela Graça", e centenas de outros hinos e canções evangélicas que inspiraram e confortaram os cristãos por uma centena de anos. Mais recentemente, Ken Medema, o cantor e compositor cego cujas melodias extravagantes e letras felizes o tornaram querido em todos os Estados Unidos, transformou a sua deficiência numa celebração alegre da bondade de Deus. John Milton escreveu o imortal Paraíso perdido como resultado da desgastante experiência da cegueira. Esse clássico glorifica e exalta a grandeza de Deus. O famoso missionário para os índios americanos, David Brainerd, e o destacado pastor escocês Robert Murray McCheyne sofriam de moléstias pulmonares e morreram antes de completar 30 anos. No entanto, embora tão jovens, firmaram-se na vanguarda do serviço cristão e foram reconhecidos por sua vida santa. Louis Pasteur, o químico francês que descobriu o processo de eliminação de germes chamado de "pasteurização", era semiparalítico e sujeito a ataques epilépticos. Nunca desistiu da sua busca de soluções para as moléstias que grassavam na época em que vivia. É possível que, se tivesse gozado de boa saúde, tivesse trocado suas pesquisas por um trabalho mais lucrativo. Devido à surdez progressiva, Beethoven foi forçado a abandonar sua carreira de pianista e concentrar-se na composição musical. Como resultado, tornou-se um dos maiores compositores de todos os tempos. Estou convencido de que existe uma bênção no sofrimento. Nem sempre é possível enxergar a bênção no problema determinado que estamos enfrentando, mas o sofrimento pode e deve servir a um propósito positivo.
A despeito de suas deficiências e dores, as pessoas a quem acabamos de nos referir alcançaram grandes coisas para o benefício da humanidade porque aprenderam a viver acima de suas circunstâncias, superando-as. Com a ajuda de Deus, podemos fazer o mesmo. Todos temos problemas na vida, em escala maior, ou menor. Como disse o music man, "há encrencas em River City". As provações deixam umas pessoas amargas, e outras melhores. Qual a diferença? O salmista oferece a resposta no Salmo 43:5. A diferença é a fé em Deus. "Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus."
                                          
                         A Estrada da Esperança

O apóstolo Paulo era um grande expoente de esperança. "Cristo em ti, a esperança da glória." (Col.1:27) Ao escrever tais palavras, ele coloca nossas esperanças em Cristo. E que melhor esperança do que o Cristo "em você"? Se Ele está no seu coração, traz Consigo todas as bênçãos do Seu Espírito: amor, alegria, paz e os outros frutos positivos que serão aparentes na vida daquele que crê (Gál. 5:22,23). Ao escutar a mensagem dos versículos da Santa Escritura, o cristão pode vislumbrar como sua vida pode ser, se for verdadeiramente entregue ao controle de Cristo. Pense em algumas implicações de ter Cristo com você:
1.      Você jamais ficará sozinho de novo;
2.      Poderá lançar "sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5:7);
3.      Poderá contar com os frutos do Espírito crescendo na sua vida;
4.      Poderá contar com um ou mais dons do Espírito para utilizar, visando o avanço do reino de Deus.
Desse modo, você terá não apenas "esperança no céu", mas terá também "esperança" para cada dia desta vida terrena, a despeito das circunstâncias externas e das dificuldades que possam ser criadas por sua situação. Isto é apenas uma parte do legado espiritual que é nosso, quando "esperamos em Deus" e experimentamos a realidade do "Cristo em ti, a esperança da glória".
O amplo panorama de vida vitoriosa para o qual se abre esta porta da "esperança" é vasto demais para se contemplar, profundo demais para se compreender. Porém, ele aguarda o crente que obedece a ordem de "ter esperança".

                           O Espinho na Carne de Paulo

O apóstolo Paulo conheceu o sofrimento na própria carne Quando contava para o povo de Corinto algumas de suas experiências pessoais engrandecedoras com o Senhor ressuscitado, confessou que tinha um problema físico real: "Para que eu não me engrandecesse demais, foi-me dado um espinho na carne, mensageiro de Satanás para me esbofetear." (II Cor.12:7) Não sabemos exatamente o que era o tal "espinho na carne", mas deve ter sido uma enfermidade física. Podia ter sido alguma espécie de doença de olhos, ou epilepsia; ou, como Sir William Ramsay achava provável, malária. Houve quem sugerisse que poderia ser uma insônia crônica, mas eu acho isso pouco provável. Seja como for, sabemos como ele lidou com esse problema e qual foi a sua atitude subseqüente para com ele: ""Acerca disto, três vezes implorei ao Senhor que o espinho se apartasse de mim. E disse-me: Basta-te a minha graça, pois a minha força se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, para que a força de Cristo repouse sobre mim. Por isso folgo em fraquezas, em afrontas, em necessidades, em perseguições, em angústias por amor de Cristo; pois quando estou fraco, então estou forte." (II Cor. 12:8-10) É claro que Paulo não gostava do espinho na carne. Mas quando soube que não era possível livrar-se dele, parou de gemer e começou a glorificá-lo. Sabia que era a vontade de Deus e que o tormento era uma oportunidade para que ele provasse o poder de Cristo em sua vida. Paulo também sabia o que era sofrer com circunstâncias externas. Ele literalmente se vangloria do sofrimento que suportou nas mãos daqueles que o perseguiam. Foi chicoteado, espancado com varas, apedrejado e naufragou; passou frio e fome; foi atraiçoado pelos amigos.
Qualquer uma dessas circunstâncias teria derrotado a maioria de nós. Todavia, Paulo conclui o seu catálogo de sofrimentos com essas palavras triunfantes, que deveríamos imprimir em nossos corações: "Quando estou fraco, então estou forte." Você conseguiria viver acima de suas circunstâncias, como Paulo viveu? Resistir a um sofrimento tão severo como o dele, por nossa conta, seria impossível. No entanto, juntamente com o apóstolo, podemos dizer: "Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:13)
 TEM CONTINUAÇÃO.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/15..26/09/2014


                UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/15 ...26/09/2014

Disse Jesus, no Seu Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:10) O que queria Ele dizer? Jesus podia estar incluindo a "controvérsia" que os cristãos encontram no mundo, simplesmente porque há as pessoas mundanas que vêem um estilo de vida diferente que distingue os crentes como alienígenas na sociedade moderna. Isso faz com que o não-cristão se sinta culpado ou hostil. O quão diferente você é? Existe algo que o distinga do secularista, do agnóstico, do ateu? Na sua parábola do semeador, Jesus descreve aqueles que não conseguem manter a sua posição íntegra: "Mas não tem em si raiz, antes é de pouca duração; e sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo sé escandaliza." (Mateus 13:21, o grifo é meu) No entanto, Jesus deixa claro que há uma recompensa pela fidelidade, face à perseguição ou à privação.
"Em verdade vos digo", falou Jesus a Pedro, "que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do Evangelho, que não receba já, no presente o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguições e no mundo vindouro a vida eterna." (Marcos 10:29, 30) Em termos muito simples, Jesus lembra a Seus discípulos, em João 15:20: "Lembrai-vos das palavras que eu vos disse: O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós." Quando somos perseguidos por nossa fé, estamos em boa companhia!
                               
                    Perseguição por Insultos

Jesus também advertiu a Seus seguidores: "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mateus 5:11) Da mesma forma, escreveu o apóstolo Pedro: "Se sois vituperados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois; porque o Espírito da glória, e de Deus, repousa sobre vós." (l Pedro 4:14) Muitas vezes, os insultos ocorrem como resultado do estilo de vida cristão, que é diferente daquele do mundo secular. O que se quer dizer com estilo de vida? No mundo todo, a igreja está dando muita atenção a esse assunto. Um cristão britânico, em Oxford, um homem idoso, contou-me que, quando rapaz, era considerado pecado um cristão jogar, beber, dançar, ir ao cinema, ou para uma moça cristã se maquiar. Ele disse que aquele era o "legalismo" daquela geração. Prosseguiu dizendo que o novo legalismo desta era compreende um "estilo de vida". A nova voga diz que, se você possui um carro decente, usa boas roupas ou aprecia alguns dos confortos básicos da vida, a sua postura cristã pode ser "julgada" por outros cristãos. Creio que isto é tão legalístico quanto dizer que uma moça cristã não deve se maquiar. Eu acredito que estilo de vida, no sentido bíblico, significa que o cristão não pratica coisas como a mentira, a desonestidade, a cobiça, o ciúme, o orgulho, o preconceito.
Não tolera a injustiça social. É dominado pelo amor, alegria e paz na sua vida interior. Ama o próximo genuinamente. Defende posições impopulares em questões morais e sociais. Deus lhe dá a graça de perdoar os que o tenham ofendido. Sabe ser firme nos seus conceitos teológicos, morais e éticos, mas é tolerante para com aqueles que têm outra opinião sincera. Creio que este é o estilo de vida básico a que se refere a Escritura. Os estilos de vida exteriores são "relativos" de um país para o outro e de cultura para cultura.
                   
                  Perseguidos com Boatos e Calúnias

Da sutileza dos insultos para os boatos e calúnias é só um passo. Estou falando aqui das atitudes dirigidas contra os cristãos pelos não-cristãos. A discriminação pode ser forte contra o cristão que "vive ativamente" as suas crenças.
"Nenhum de vós, porém, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas se padeceis como cristão, não vos envergonheis, antes glorificai a Deus neste nome." (l Pedro 4:15,16) Jesus falou: "Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:25) Se Jesus sofreu perseguição e tormentos, como podemos nós, Seus seguidores, esperar fugir a isso? Paulo soube o que era encontrar a inveja e o ódio do povo em Antioquia. Quando a multidão se reuniu para ouvi-lo pregar, os líderes religiosos "encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava". (Atos 13:45) Pedro profetizou o mesmo tipo de tratamento para o cristão. "Nisto estranham que não concorrais com eles no mesmo excesso de dissolução, falando mal de vós." (I Pedro 4:4). Será que existe um estudante cristão numa faculdade ou universidade que não tenha sofrido injúrias verbais porque não quis se unir aos colegas numa "festinha de embalo"? Será que existe um empresário cristão que nunca perdeu uma conta porque não aceitou "algum" por baixo dos panos? Será que existe um operário cristão que não tenha sido ridicularizado por alguns de seus colegas por não trapacear no serviço, preferindo viver só com o seu salário? Será que existe um caixeiro-viajante que seja honesto que não tenha sido alvo de risadas ou algum tipo de chacota por seus colegas vendedores, devido à sua honestidade? Paga-se o preço por ser um verdadeiro discípulo de Cristo de mil maneiras sutis.
                                 
                      Falsas Acusações

Jesus disse a Seus discípulos: "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mateus 5:11) Repare na palavra "mentindo". Já nos acostumamos com o desprezo das pessoas que não são cristãs, pois, como nossa vida deve corresponder à nossa profissão, torna-se incompatível uma convivência harmoniosa com esse mundo degenerado. Mas Jesus está se referindo a falsas acusações. O próprio Jesus foi vítima de falsas acusações no seu julgamento. Foi acusado de blasfêmia diante do Conselho Judaico e sedição ao enfrentar Pôncio Pilatos. Ambas as acusações eram falsas. Os apóstolos Pedro e João foram falsamente acusados quando os levaram perante o Conselho (ou Sinédrio). Foram chamados de "malfeitores" quando, na verdade, seu único "crime" tinha sido curar um aleijado em nome do Senhor Jesus. (Atos 4:12-18). Estêvão, o primeiro mártir cristão, enfrentou acusações falsas quando, também ele, foi citado perante o Conselho (Atos 7). Em Filipos, Paulo e Silas também foram acusados injustamente, espancados e lançados à prisão (Atos 16). A mesma coisa voltou a acontecer com Paulo repetidas vezes, nas suas viagens missionárias posteriores. Se os apóstolos e outros dos primeiros líderes religiosos foram falsamente acusados por causa de sua fé, como podemos nós, cristãos de hoje, esperar fugir às falsas acusações e à mágoa que tais ataques podem trazer a nossas vidas?    
                        
           Rejeição por Parte dos Outros   

Uma das formas de perseguição que provavelmente mais nos magoa é a rejeição. Basicamente, todos queremos ser aceitos e amados. Em vez disso, podemos sentir-nos desprezados e alijados. O próprio Jesus é o exemplo supremo da experiência da rejeição. "Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens." (Isaías 53:3) "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. (João 1:11) Em Mateus 10:14, Ele disse a Seus discípulos: "Se alguém não vos receber bem, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés." Muitas vezes, Paulo e seus missionários foram perseguidos ao entrar em diversas cidades, nas suas viagens evangélicas. Todavia, Paulo seguiu os conselhos do Mestre sobre como lidar com a rejeição, e devemos fazer o mesmo. Sacuda o pó dos pés e siga o seu caminho. A rejeição não deve levar ao desalento,
Samuel Rutherford, o santo pastor e teólogo escocês, disse certa vez: "É através de muitas aflições que entramos no reino de Deus... É loucura pensar em esgueirar-se para o céu sem um arranhão."
            
         Ódio da Parte dos Outros e Até da Família

Os cristãos não devem se preparar apenas para enfrentar a rejeição e o ódio no mundo, mas também no seio da sua família. Em Mateus 10:21-23, Jesus falou a seus discípulos: "Irmãos entregarão à morte a irmãos, e pais a filhos: filhos se levantarão contra seus pais, e os farão morrer. Sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas quem persevera até o fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra." Esta previsão provou ser verdadeira muitas vezes, ao longo da História. Como descreve bem a situação de cristãos em regimes ateus opressivos, onde os pais atraiçoam os filhos e o irmão delata o irmão! Samuel Rutherford estava se referindo a este tipo de sofrimento, quando escreveu: "Não penso muito numa cruz, quando todos os filhos da casa choram comigo e por mim; e sofrer quando apreciamos a comunhão dos santos não é muito; mas é duro quando os santos se rejubilam com o sofrimento dos santos e os redimidos magoam (é verdade, chegam até odiar) os redimidos." Os membros da família não convertidos, assim como a sociedade de um modo geral, às vezes odeiam aquele que abraçou o Evangelho. Em minhas viagens, conheci muita gente que sofreu ante a hostilidade amarga de parentes consangüíneos. Eu estava num avião no Extremo Oriente, quando um dos comissários de bordo perguntou se podia falar comigo. Exibia um amplo sorriso, quando falou: Há dois anos que sou cristão. Venho de família não-cristã, pertencente a uma seita que se opunha ao cristianismo. No entanto, há anos que eu vinha buscando alguma coisa, que não sabia ao certo o que era. Certo dia, ouvi um pastor falando de Jesus Cristo. Era isso o que eu vinha buscando a minha vida toda. Aceitei Cristo, fui para casa e falei a meus pais, irmãos e irmãs sobre a minha fé recém-descoberta.
Eles me espancaram e me puseram para fora de casa. Todavia, continuei a testemunhar para eles e agora, folgo em dizer, são todos cristãos.
Em João 15:18-21, Jesus descreve por que o mundo, e até mesmo a família descrente do cristão, toma esta atitude para com o fiel seguidor de Cristo. Pode alguém perguntar o que quero dizer com "mundo". Esta palavra tem diversos significados na Bíblia. No presente contexto, quer dizer o sistema mundial, a ordem política e social organizada longe de Deus e muitas vezes dominada pelo mal. Disse Jesus a Seus discípulos:
"Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós me tem aborrecido a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era vosso; mas como não sois do mundo, antes vos escolhi eu do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos das palavras que vos disse: O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir. Se guardaram as minhas palavras, também hão de guardar as vossas. Mas todas estas cousas vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que me enviou." Todavia, não há necessidade de ficarmos deprimidos pelas provações que teremos que enfrentar ou pelo medo da perseguição. Como cristãos, acho que, às vezes, tendemos a esquecer que temos um companheiro em nossas lutas. Isso me faz lembrar de uma história que Ann Landers publicou na sua coluna, que é reproduzida em vários jornais do mundo: Certa noite, sonhei que estava passeando na praia com o Senhor. Muitas cenas da minha vida eram projetadas no céu. Em cada cena, reparei nas pegadas na areia. Às vezes, havia dois pares de pegadas, outras vezes apenas um. Isso me incomodou porque notei que, nos períodos mais difíceis da minha vida, quando estava sofrendo de angústia, pesar ou derrota, podia enxergar apenas um par de pegadas. Então, falei para o Senhor: Senhor, vós me prometestes que, se eu vos acompanhasse, caminharíeis sempre comigo.
Mas eu reparei que, nos períodos mais difíceis da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Por que, nas horas em que mais precisei de vós, não estáveis ao meu lado? E o Senhor replicou: As vezes em que viste apenas um par de pegadas, é porque eu estava te carregando no colo.
TEM CONTINUAÇÃO.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/14..29/08/2014


                                       
                          Sofrimento Vitorioso

No coração do nosso universo, está um Deus que sofre num amor redentor. Experimentamos mais do Seu amor quando sofremos dentro de um mundo mau. Alguém já disse que, se você sofre sem obter êxito, pode ter certeza de que o êxito surgirá na vida de outrem. Se obtiver êxito sem sofrer, pode estar igualmente certo de que alguém já sofreu por você. Nos contrafortes do Himalaia, há uma bela cidade chamada Kohima. Fica em Nagaland, um dos Estados da índia. Estivemos ali para ajudá-los a celebrar os cem anos de cristianismo. Foi ali que os japoneses foram detidos na sua arremetida na direção da índia, durante a Segunda Guerra Mundial. Enterrados no cemitério estão os corpos de centenas de indianos, britânicos, americanos e os de outras nacionalidades que formaram as forças aliadas que detiveram o avanço japonês. Na entrada do cemitério, existe uma placa fúnebre que diz: "Eles deram o seu amanhã para que vocês pudessem ter o hoje." Depois de dezesseis anos difíceis como missionário no continente africano, David Livingstone voltou à sua Escócia para dar uma palestra aos estudantes da Universidade de Glasgow. Seu corpo estava consumido pelos estragos de cerca de 27 febres que correram por suas veias, durante seus anos de serviço. Um dos braços pendia inútil ao lado do corpo, resultante do ataque de um leão. A essência de seu recado para aqueles jovens foi:
Querem saber o que foi que me sustentou no meio das provações da labuta e da solidão de meu exílio?
Foi a promessa de Cristo: "Eis que estou contigo sempre, até o fim." Nós, como David Livingstone, podemos clamar pela mesma promessa de nosso Salvador e Senhor. Ele nos acompanha em nossos padecimentos e nos espera ao sairmos do outro lado do túnel da provação para a luz da Sua gloriosa presença, para viver com Ele para todo o sempre!
                            
                           O SOFRIMENTO SUTIL

As tempestades fazem uma árvore forte, as provações fazem um cristão forte.
VOCÊ PODE NUNCA ter sofrido fisicamente por acreditar em Jesus Cristo. Contudo, o sofrimento não é apenas dor física e a perseguição não é apenas ser acorrentado. Se somos seguidores de Jesus Cristo que não estamos comprometidos com os caminhos pecaminosos do mundo, inevitavelmente passaremos por algum tipo de sofrimento, ainda que sutil. O sofrimento, nas suas várias definições, faz parte da vida num mundo pecaminoso. Perguntaram a dois cristãos recentemente libertados de um país onde o governo era hostil ao cristianismo como se sentiam sendo perseguidos por sua fé. Eles responderam: Achamos que era o modo normal de se tratar um cristão. Os cristãos que esperam escapar das dificuldades da vida têm uma atitude fantasiosa e não compreenderam a Bíblia ou a História da igreja. Devemos sofrer antes de sermos recompensados. O concertista ou músico renomado sabe que não pode fugir às horas, dias e meses de ensaios exaustivos e sacrifícios exigidos antes daquela única hora de desempenho perfeito. O estudante não pode fugir aos anos de luta e estudo antes do grande dia da formatura. O astronauta que espera participar do programa espacial sabe que lhe será exigida uma disciplina árdua para se preparar para o dia emocionante do lançamento. O atleta que quer fazer parte da Equipe Olímpica tem que contar com anos de treinamento, disciplina e trabalho duro. Vários anos atrás, um ginasta japonês, corajoso e determinado, ajudou a sua equipe a ganhar a medalha de ouro fazendo acrobacias quase perfeitas com uma perna quebrada! Qualquer atleta de destaque lhe dirá que é preciso dor e sofrimento para chegar ao sucesso. Porém, como no caso do ginasta japonês, a dor e o sofrimento valem a pena!

                                    Se Você Sofre.

O apóstolo Pedro tem uma passagem incrível sobre o sofrimento:
Amados, não estranheis a ardente provação que há no meio de vós, e que vem para vos pôr à prova, como se fosse coisa estranha (...).
Se sois vituperados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois; porque o Espírito da glória, e de Deus, repousa sobre vós. Nenhum de vós, porém, padeça coma homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas se padeceis como cristãos, não vos envergonheis, ames glorifique a Deus neste nome... Portanto também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel criador, praticando o bem." (I Pedro 4:12, 14, 15, 16, 19) A perseguição atravessa a longa história dos judeus, mas, na passagem acima, Pedro estava escrevendo para judeus e gentios, para ajudá-los a compreender o que significa sofrer como cristão. Nunca é fácil ser cristão. A vida cristã ainda pode trazer solidão, impopularidade e problemas. Faz pane da natureza humana antipatizar com, ressentir-se de e olhar com desconfiança para qualquer um que seja "diferente". Este é um dos grandes problemas do mundo de hoje. Diferenças tribais, diferenças de classe, diferenças étnicas, diferenças culturais tudo isso separa as pessoas. Tais diferenças levam, muitas vezes, não apenas a desentendimentos, mas a guerras. Quando os cristãos trazem os padrões de Cristo para pautar a sua vida num mundo materialista e secularista, isso freqüentemente cria desagrado. Como as exigências morais e espirituais de Jesus Cristo são tão elevadas, elas freqüentemente deixam o cristão "isolado". Isso pode acarretar incompreensão, medo e ressentimentos por parte daqueles que pertencem ao grupo cultural e étnico do cristão. Quando as pessoas pregam o Evangelho para uma cultura diferente, devem aprender a usar métodos de apresentar o Evangelho e obedecer ao Evangelho que se encaixem no contexto das vidas dos povos daquela cultura. Todavia, os aspectos redentores, éticos e morais do Evangelho não podem ser nunca contextualizados. São os mesmos em todas as culturas, todos os agrupamentos étnicos e raciais.
A perseguição também é um teste. Uma das respostas aos "porquês" do sofrimento é dada na Bíblia:
"Por um pouco de tempo, sendo necessário, haveis sido entristecidos por várias provações para que a prova da vossa fé mais preciosa que o ouro, que perece mesmo quando provado pelo fogo, seja achada para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo." (I Pedro 1:6,7) No dia 16 de junho de 64 d.C., começou o grande incêndio de Roma. Os cristãos levaram a culpa e foram perseguidos. Porém, Pedro não estava escrevendo, necessariamente, sobre esses cristãos em particular. Ele escrevia sobre aqueles que sofriam com censuras, mentiras e calúnias. Pedro também enxergava adiante e via a intensa e causticante provação que, em breve, se abateria sobre a igreja. Estou convencido de que a atual popularidade do cristianismo evangélico nos Estados Unidos terá vida curta. A Bíblia ensina, e a História o confirma, que nunca fez mal à igreja passar pela fornalha. Pedro menciona que a perseguição não é um acontecimento "estranho", no que diz respeito aos cristãos. Diz a seus leitores: "Não vos surpreendais quando ela vier. Surpreendei-vos se não vier! Abraão obedeceu a Deus e chegou à Terra Prometida para encontrar a fome. Jacó obedeceu a Deus e sua família se voltou contra ele. Davi obedeceu a Deus e se escondeu em cavernas porque o Rei Saul queria tirar-lhe a vida. Paulo obedeceu a Deus e se viu na prisão. Paulo disse: "Na verdade, todos aqueles que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos." (II Timóteo 3:12) A perseguição traz muitos benefícios para os cristãos, como veremos mais adiante neste livro. Leva-nos a orar. Faz com que nos aprofundemos ainda mais na Santa Escritura. E extingue os pecados e as impurezas de nossas vidas. Todas as pessoas significativas na Bíblia tiveram que enfrentá-la. Quando você se identifica com o nome de Cristo, vai ter que enfrentá-la. A Santa Escritura ensina, repetidas vezes, que precisamos ser testados e purificados. Podemos aceitar a perseguição porque conhecemos o propósito que há nela.
O propósito é glorificar a Deus. Na Primeira Epístola de Pedro, o apóstolo fala sobre a glória de Deus 16 vezes. Na verdade, o que ele diz é: Eu lhe direi o que você realmente necessita. Passe pela fornalha, e quando passar pela fornalha para a glória de Deus, o Espírito de Deus descerá sobre você e haverá alegria no seu coração e você glorificará a Deus. Através da perseguição, também partilhamos dos sofrimentos de Jesus Cristo. Quando um homem tem que sofrer e se sacrificar por sua fé, ele está percorrendo o caminho que Cristo percorreu e partilhando a cruz que Cristo carregou. A Santa Escritura diz: "Realmente padecemos com Ele, para que também com Ele sejamos glorificados." (Rom. 8:17) Em Filipenses 3:10, diz Paulo: "Para O conhecer e o poder da Sua ressurreição e a participação dos Seus sofrimentos, conformando-me como Ele na Sua morte." Muitas vezes Paulo retorna à idéia de que se o cristão tem que sofrer, de uma forma estranha ele está partilhando dos próprios sofrimentos de Cristo e está até preenchendo os sofrimentos de Cristo (II Coríntios 1:5; 4:10,11; Gálatas 6:17; Colossenses 1:24)
Sofrer pela fé não é uma punição, mas um privilégio. Ao fazê-lo, estamos partilhando da obra e ministério de Cristo. Se estivermos unidos com Cristo e Seus sofrimentos, também estaremos unidos com Cristo na Sua ressurreição. Conhecer Cristo é ficar tão identificado com Ele que partilhamos cada experiência dEle. "Significa que partilhamos o modo como caminhou; partilhamos a Cruz que carregou; partilhamos a morte que teve; e, finalmente, partilhamos a vida que vive para todo o sempre.
Todavia, também é maravilhoso pensar que, em nossa vida cristã, o poder de Sua ressurreição precede o convívio com Seus sofrimentos. Em outras palavras, o poder de Sua ressurreição é acessível para nós dia após dia, através do Espírito Santo. Temos o prazer de sentir a presença de Deus no meio do sofrimento, aqui e agora. Tenho falado com várias pessoas que estão experimentando profunda dor ou severas dificuldades, e elas sempre dizem: "Sinto que Deus está perto de mim. Quando Estêvão estava sendo julgado e parecia certo de que seria condenado à morte, seu rosto apareceu para os espectadores como se fosse o rosto de um anjo. (Atos 6:15) Quando os três jovens hebreus foram lançados à fornalha e o rei foi espiar, viu um quarto que era semelhante ao "Filho de Deus." (Daniel 3:25) Nenhum crente jamais sofre sozinho. Jesus está sempre presente com ele. Existe uma lenda sobre um missionário que foi para uma ilha distante e, lá, conseguiu o seu primeiro convertido a Cristo. Mais tarde, este homem foi torturado e morto pelos outros nativos. Muitos anos depois, quando o próprio missionário tinha morrido e ido para o céu, encontrou-se com o convertido martirizado e perguntou-lhe como se sentira sendo torturado até a morte por causa do seu amor a Cristo. O homem olhou para ele por um momento e depois replicou:
Sabe que nem me lembro! Sofrer como cristão assume muitas formas diferentes. Algumas perseguições podem ser de tipos mais sutis.
TEM CONTINUAÇÃO.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/13..19/08/2014


                                   
                   Luzes Para os Dias de Trevas

Os cristãos devem ser uma influência estranha, um grupo minoritário num mundo pagão. Se a igreja é aceitável à era atual e não está criando confusão ou sofrendo críticas, então não é a verdadeira igreja que o nosso Senhor fundou. Somos a "luz do mundo" e a luz revela ou mostra as coisas. Se estamos em paz com este mundo, é porque nos vendemos a ele ou então fizemos um acordo com ele.
Moody falou certa vez: "Se o mundo não tem nada a dizer contra ti, cuidado para que Jesus Cristo não tenha nada para dizer a teu favor."
 O maior testemunho para este mundo de trevas de hoje seria um bando de homens e mulheres crucificados e ressuscitados, mortos para o pecado e vivos para Deus, suportando em seus corpos "as marcas do Senhor Jesus".
                   
           O que a Bíblia Diz dos Crentes Sofredores

Se você crê em Jesus Cristo, você é um "santo". A palavra é mal compreendida hoje em dia. Este termo foi alterado no vernáculo moderno, passando a significar alguém que é uma espécie de "super-cristão"; porém, na realidade, todo o povo de Deus é feito de santos "destacados" e dedicados a Seu serviço. Aquele que ler a Bíblia e achar que o sofrimento não é a sinal do cristão está lendo a Santa Escritura cegamente e sem compreendê-la. Eis alguns dos versículos que falam claramente do sofrimento que espera os crentes e da oferta positiva de ajuda divina durante as épocas de sofrimento.
Disse o salmista: "Muitas são as aflições do justo, mas de todas elas Jeová o livra." (Salmos 34:19)
Repare que a promessa não é de que não haverá aflições, mas que ficarão livres delas.
A Bíblia Viva diz: "O homem bom não escapa de todas as tribulações ele também as tem. Mas o Senhor o ajuda em toda e cada uma delas."
Falando a seus discípulos ao término de Seu ministério e na véspera de Sua morte, Jesus disse:
 "Eu vos tenho falado estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu tenho vencido o mundo." (João 16:33)
Traduza a palavra tribulações como desejar, dificuldades, problemas, pressões, mas Jesus diz, inequivocamente, que os cristãos as terão.
 Mas Ele também promete a Sua presença conosco nessas tribulações.
Neste caso, novamente a promessa implícita não é a de livrar de, mas a de dar o poder para vencer em meio a quaisquer circunstâncias que possam ocorrer. E, no final, nós sabemos, a nossa liberdade das artimanhas do mundo será total, pois virá o dia em que nosso Salvador voltará a assumir o controle do mundo que criou.
No momento, Satanás é seu príncipe, mas o Príncipe da Paz tem data marcada para voltar e a Sua vitória sobre Satanás e suas forças será completa!
                                               
                             Espere a Perseguição

No começo de Seu Sermão da Montanha, Jesus incluiu essas palavras: "Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
 Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram os profetas que existiram antes de vós." (Mateus 5:10-12)
Segundo o que Jesus diz aqui, não apenas devemos esperar a perseguição como nossa sina ao seguirmos o cristianismo; devemos rejubilar-nos com essas perseguições!
Paulo fez eco a essa instrução divina quando escreveu aos filipenses que estavam sofrendo por sua fé: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo, regozijai-vos." (4:4)
Eles deviam regozijar-se não apenas quando as coisas iam bem, mas sempre! As circunstâncias não devem colorir as nossas reações à perseguição. Sempre que, como cristãos, encontrarmos provações e tentações devemos regozijar-nos repetidas vezes, até o fim de nossas vidas.
O apóstolo João, ao registrar a mensagem de Cristo à igreja em Esmirna, escreveu: "Não temas o que estás para sofrer; eis que o diabo está para meter alguns de vós na prisão para serdes provados e passareis por uma tribulação... Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida." (Apocalipse 2:10)
 Embora possa parecer misterioso, a verdadeira fé e o sofrimento andam de mãos dadas. Não se pode ter um sem o outro.
Novamente, é difícil entender que o sofrimento acontece com a permissão de Deus, e muitas vezes nós mesmos o atraímos. É errado acreditar, por exemplo, que, se você está doente, é porque Satanás o fez adoecer, e que, se tiver fé bastante, a doença irá embora.
Às vezes, Deus liberta, mas nem sempre, e quando Ele permite o sofrimento, a Sua graça é suficiente para que você o suporte. Ele lhe dá uma força adicional. Caminha de mãos dadas com você durante o seu sofrimento, mas isso não quer dizer que, necessariamente, vá libertá-lo dele.
Escrevendo para Timóteo, seu jovem filho na fé, disse Paulo:
"Ora, todos aqueles que querem viver piamente em Jesus Cristo serão perseguidos". (II Timóteo 3:12, o grifo é meu)
 Isso é falar com bastante franqueza!
Acho que o princípio é declarado com clareza para que você e eu, como cristãos, não tenhamos mais dúvidas. É verdade que alguns parecem sofrer por sua fé bem mais do que outros. Alguns de nós jamais soubemos o que significa ser fisicamente perseguido por nossa fé, porém, todos os verdadeiros cristãos estão sujeitos a um sofrimento sutil e a uma perseguição insidiosa. Ela pode residir na ridicularização de nossa fé por parte do mundo que nos cerca. Pode também existir na discriminação discreta muitas vezes praticada contra os princípios cristãos na arena sofisticada da economia e da sociedade.
Por exemplo, existem com freqüência práticas discriminatórias contra o empresário, líder sindical ou figura política que tenta seguir a ética e a moral bíblicas. Perseguições sutis podem ocorrer no seu escritório, na escola ou em reuniões sociais. Você pode "não estar com nada" e "não fazer parte da turma".
                                                
                                Palavras de Pedro

Na sua primeira Epístola, o apóstolo Pedro disse a seus leitores:
 "Amados, não estranheis a ardente provação que há no meio de vós, e que vem para vos pôr á prova, como se vos acontecesse coisa estranha, mas visto que sois participantes dos sofrimentos de Cristo, regozijai-vos, para que também na revelação da Sua glória exulteis cheios de júbilo. Se sois vituperados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois; porque o Espírito da glória e de Deus repousa sobre vós. Nenhum de vós, porém, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas se padeceis como cristão, não vos envergonheis, antes glorificai a Deus neste nome... Portanto, também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem." (I Pedro 4:12-19)
Nenhum sofrimento que o cristão suporte por Cristo é em vão. Viver por Cristo, seguir a Sua orientação não é um caminho fácil, mas é o caminho para a paz e o poder. O caminho da Cruz é duro, mas oferece recompensas eternas.
Os princípios bíblicos que dizem respeito à capacidade de suportar a dor e a perseguição ainda são os mesmos da época em que nos foram apresentados na Palavra de Deus. Alguns de nós poderemos morrer, ou pelo menos sofrer, por nossa fé. O século XX viu mais gente sendo torturada e morta por Cristo do que qualquer outro século. Nossa geração conheceu os seus mártires, como Paul Carlson, o missionário no Congo que foi morto tentando salvar outras pessoas. O jovem Jim Elliot foi assassinado, juntamente com quatro amigos, quando tentava levar o Evangelho aos índios auca do Equador.
O bispo Luwum era o arcebispo da Igreja Anglicana de Uganda. Foi baleado na cabeça, à queima-roupa.
TEM CONTINUAÇÃO.
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terça-feira, 29 de julho de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/12..29/07/2014

        

       VEJA AS RECOMPENSAS NESTA OUTRA LISTA:

1.      Maior glória no céu (II Co. 4:11)
2.      Tornar Jesus conhecido (II Cor. 4:11)
3.      Levar vida aos outros (II Cor. 4:12)
4.      Tornar a graça manifesta (II Cor. 4:15)
5.      Reinar com Cristo (II Tim. 2:12)
6.      Dar glória a Deus (1 Ped. 4:16)
7.      Experimentar grande alegria (1 Ped. 4:13, 14)

E quanto ao homem médio que professa o cristianismo? Viver para o Senhor Jesus Cristo não parece ser prioridade. Às vezes, é difícil diferenciar o cristão do homem do mundo. No Brasil, por exemplo, ir à igreja tornou-se popular, mas ir à igreja não significa, necessariamente, profundidade na oração, estudos da Bíblia ou uma mudança no estilo de vida. Diz a Escritura: "Se alguém está em Cristo, é uma nova criação; passou o que era velho, eis que se fez novo." (II Coríntios 5:17)
Espera-se que aqueles que crêem sejam diferentes do mundo que os cerca. Eles serão membros da nova sociedade e da nova comunidade que Deus criou. Muitos sentam-se em confortáveis bancos de igreja e cantam sem pensar:

Nossos pais, acorrentados em escuras prisões,
Tinham o coração tranqüilo e a consciência livre;
Que doce seria o destino de seus filhos,
Se, como eles, pudessem morrer por vós.
Frederick W. Faber

Paulo disse a Timóteo: "Todos aqueles que querem viver piamente em Cristo Jesus serão perseguidos." (II Timóteo 3:12) Jesus não nos convidou para um piquenique, mas para uma peregrinação; não para uma brincadeira, mas para uma briga. Ele não nos ofereceu uma excursão, mas uma missão. Nosso Salvador disse que teríamos que abdicar do ego, do pecado e do mundo. Desafiou-nos a erguer a cruz e disse que, no mundo, teríamos tribulações. Muitos programas cristãos de TV e rádio foram criados para agradar, divertir e ganhar as graças deste mundo. A tentação é entrar em acordo, tornar o evangelho mais interessante e atraente. Às vezes, olhei para as câmeras e me dei conta de que vários milhões de pessoas estavam me vendo. Sei que muitas das coisas que citei da Santa Escritura são agressivas e, às vezes, me senti tentado a suavizar a mensagem. Porém, com a ajuda de Deus, jamais o farei! Eu me tornaria um falso profeta. Além disso, trairia o meu Senhor. O preço de servir a Cristo não é baixo. Queremos parecer-nos demais, ao invés de menos, com a era atual. Tentamos argumentar que os tempos mudaram, que a humanidade é mais cristã e que a igreja está numa posição melhor, e que, portanto, não precisamos sofrer como sofreram nossos antepassados. Queremos "fazer parte da turma", seja no clube masculino ou no grupo  feminino. Contudo, quanto mais pertinentes nos tornamos para um mundo dominado pelo pecado, mais impertinentes somos para Deus, embora sem o percebermos. Em Romanos 12:2, Paulo escreve: "Não vos conformeis mais com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente." J.B. Phillips dá a sua versão para estas palavras: "Não deixe que o mundo o faça à sua maneira, mas deixe que Deus remodele as suas mentes de dentro para fora." É muito fácil para os cristãos se amoldarem a este mundo. Muitas vezes eles pensam que, não sendo "diferentes", estão se tornando mais aceitáveis aos seus amigos não-cristãos. Porém, este é um grande erro. O mundo realmente não tem muito respeito pelos costumes e idéias adotados pelos cristãos. Tende a encará-los com desdém e a rifá-los como sendo covardes envergonhados de sua fé ou fraudes cuja profissão de fé não é sincera. Nossa tarefa na vida não é ser popular, mas sim fiel. É mais importante ganhar o "muito bem" do Mestre do que o "aí, meu camarada" do mundo. É melhor ser considerado um homem de Deus do que um homem do mundo. A Bíblia diz: "Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tiago 4:4)
                                                 
                                Contando o Custo

A salvação é grátis, mas o aprendizado tem o seu preço. Dois mil anos antes de Cristo, Moisés teve que escolher entre a reprovação de Deus e os prazeres do Egito. O jovem e rico governante conhecia o luxo e a fartura. Não estava interessado em sofrimento e sacrifício, assim como nós não estamos. Hoje em dia, provavelmente poderia pertencer a qualquer igreja. Mas, antigamente, antes que um homem pudesse ingressar numa igreja, Cristo fazia com que ele medisse o custo. Em João 6, vemos que, quando grandes multidões O seguiram, Ele lhes disse, três vezes, que a não ser que estivessem dispostos a pagar o preço, não poderiam ser Seus seguidores. Nunca se fala "Cristo e...", é sempre "Cristo ou..." Cristo ou Belial, Cristo ou César, Cristo ou o mundo, Cristo ou o Anticristo. Jesus falou: "Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não se ajunta espalha." (Mateus 12:30)
Tornamos o cristianismo fácil demais, especialmente nas partes do mundo em que ele é a religião majoritária. No começo, como acontece na maior parte do mundo hoje em dia, os seguidores de Jesus tinham que medir os custos. Tinham que estar dispostos a negar a si mesmos, erguer a sua cruz e acompanhar Jesus. Porém, hoje em dia, especialmente em alguns países ocidentais, não pedimos tais coisas dos membros da igreja. A igreja perdeu a sua capacidade de castigar os membros que vivem abertamente o pecado. Conseqüentemente, perdemos o nosso testemunho na comunidade.
                           
                     As Marcas de Cristo ou do Demônio

Aqueles de nós que professamos ser cristãos não precisamos nos perguntar: "Carregamos as marcas de Cristo?"; ou "Carregamos as marcas daquilo que nos escraviza?" O escravo é sempre marcado por seu senhor. Esta geração hedonista faz a sua própria propaganda pelos rostos dissipados, mãos trêmulas e comportamento irrequieto. Todos os sedativos não conseguem aquietá-los, nem os cosméticos podem disfarçar as cicatrizes. Eles carregam as marcas do seu senhor.
Muitas vezes fiquei parado numa esquina, lendo as fisionomias dos transeuntes. Às vezes, podia ver as marcas de um gênio ruim, ressentimentos ocultos ou pensamentos maus; eles aparecem nas rugas, na boca caída, no olhar.
A Bíblia nos ensina que ninguém pode servir (ser o escravo de) a dois amos. O demônio tem seus escravos, e Cristo tem os dEle. Você e eu percebemos as marcas de Cristo ou as marcas do demônio. A Bíblia diz que algumas das marcas do demônio são "a fornicação, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, (...) as facções, as dissenções, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e outras coisas semelhantes". Além disso, aqueles que se dedicarem a "tais coisas não herdarão o reino de Deus." (Gálatas 5:19-21)
                                 
                    O Cristão Também Traz Cicatrizes

Nós, cristãos, temos que carregar as marcas de nosso amo de modo tão evidente quanto os seguidores do "deus deste mundo". É por isso que o sofrimento é inevitável para nós e porque as pessoas piedosas nos dois Testamentos sabiam o que significava sofrer do mesmo modo que sabiam o que significava triunfar. No livro Liberdade de um Cristão, publicado em 1520, Martinho Lutero declarou: "Quanto mais um homem é cristão, mais maldades, sofrimentos e mortes tem que suportar."
Em Perfeição Cristã (publicado dois séculos mais tarde, em 1726), disse William Law: "Seria estranho supor que a humanidade fosse redimida pelos sofrimentos do Salvador para viver na tranqüilidade e na comodidade; que o sofrimento fosse a expiação necessária para o pecado e que, no entanto, os pecadores fossem eximidos de sofrer." As marcas da Cruz não devem ser confundidas com a austeridade auto-infligida ou os rigores da Idade Média atualizados. Não devemos buscar o sofrimento intencionalmente ou infligi-lo a nós mesmos com a idéia errônea de que, dessa forma, ganharíamos um crédito especial com Deus. O ascetismo não é necessariamente uma virtude. Cristo advertiu a Seus seguidores: "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos para fazer ver aos homens que estão jejuando." (Mateus 6:16) Isto foi uma clara advertência para não nos vangloriarmos das provações que causamos a nós mesmos.
Suportar a nossa cruz não quer dizer usar saco de aniagem e ter ar de mártir. O que nos é exigido é a humildade, não a humilhação; não pensar mal de nós mesmos, mas simplesmente não pensar em nós mesmos. Há pessoas que acham que toda dorzinha de cabeça é uma parte da sua cruz. Tornam-se mártires cada vez que ouvem críticas. Às vezes, merecemos as críticas que recebemos. Só somos abençoados quando os homens falam mal de nós, falsamente, pelo amor de Deus.
TEM CONTINUAÇÃO.
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/11..17/07/2014

                

                                  Para nos Ensinar Paciência

o sofrimento também nos ensina a paciência.
Estas palavras foram encontradas rabiscadas na parede de uma cela de prisão, na Europa: "Creio no sol, mesmo quando ele não brilha.
 Creio no amor, mesmo quando não o sinto.
Creio em Deus, mesmo quando Ele está calado.
" Às vezes, Deus parece tão quietinho!
Todavia, quando vemos o modo como trabalha nas vidas aprisionadas por paredes ou circunstâncias, quando ouvimos contar como a fé brilha em meio à incerteza, começamos a vislumbrar o fruto da paciência que pode crescer da experiência do sofrimento.
Diz Pedro: "Pois que glória é, se sofreis com paciência, quando cometeis pecado, e sois por isso esbofeteados?
Mas se sofreis com paciência; quando fazeis o bem e por isso padeceis, isto é agradável a Deus." (I Pedro 2:20)
As pessoas sofrem algum infortúnio e pedem a Deus uma explicação à luz de Suas muitas promessas. Muitas vezes, citam um de meus versículos prediletos, Romanos 8:28: "Sabemos que aos que amam a Deus todas as coisas lhes cooperam para o bem, a saber, aos que são chamados segundo o seu propósito.
Os cristãos perguntarão: "Como isso poderá funcionar para o meu  bem?
 Somente Deus poderá fazer com que funcione para o bem, e Ele não pode fazê-lo a não ser que cooperemos com Ele. Em
todas as nossas preces, devemos pedir-Lhe que se faça a Sua vontade.
Ouvi a história de um homem que morava perto da minha casa e que ia comprar uma vaca. Era cristão e, ao passar por alguns colegas cristãos no caminho, contou-lhes que estava indo comprar uma vaca de um vizinho, que morava a um quilômetro e meio de distância.
Os seus amigos cristãos sugeriram para que dissesse: "Vou comprar uma vaca, se Deus quiser." Ele retrucou: Não, estou com o dinheiro no bolso e vou comprar uma vaca.
Dali a uma hora, ele voltou pela mesma estrada, ferido, ensanguentado, as roupas rasgadas. Fora atacado por uns ladrões que sabiam que estava com dinheiro no bolso. Os amigos perguntaram:
E aonde você vai agora?
Vou para casa, se Deus quiser.
Com o seu sofrimento, o homem recebeu uma grande lição, que todos nós devemos aprender.
Deus está no controle dos acontecimentos, e temos que ser submissos e pacientes à Sua vontade.
Diariamente, recebo em casa vários jornais.
Lendo-os, ou assistindo ao noticiário na televisão, tomo conhecimento de sofrimentos terríveis, do terrorismo, do crime e da injustiça que existem em nosso mundo, e às vezes não posso deixar de me perguntar: "Por quê?" À medida que as nações do mundo estão se armando como nunca antes na História, à medida que se aproxima o Armagedom, é um pensamento reconfortante saber que Deus está por detrás de tudo o que toca a minha vida.
 Acontecem-me coisas que não consigo entender, mas jamais duvido do amor de Deus. Na hora da provação, talvez eu não possa enxergar o Seu desígnio, mas tenho fé de que esteja alinhado com o Seu propósito de amor.
Não sei quais os Seus planos, mas sei que Ele sabe, e isso para mim basta. Elie Wiesel, um dos escritores judeus mais conhecidos, esteve em Auschwitz, e escreveu: "O céu é o lugar onde perguntas e respostas se tornam uma só coisa."
minha mulher, escreveu certa vez:
Deposito meus "porquês"
aos pés da Tua Cruz,
adorando de joelhos,
minha mente atordoada
demais para pensar,
meu coração incapaz de sentir.
E, adorando,
percebo que, conhecendo-Te,
não preciso de "porquê".
A nossa herança pode ser a das promessas não cumpridas.
Fomos abençoados através da capacidade de suportar a dor e da fidelidade daqueles que sofreram no passado; e as pessoas à nossa volta, ou aqueles que virão depois de nós, podem ser abençoados por nossas provações e sofrimentos, e pela maneira como reagimos a eles.
 Porém, só saberemos a resposta total quando chegarmos ao céu.
 Jesus falou: "Naquele dia nada me perguntareis." (João 16:23) Quando olharmos para trás e virmos todos os fatores envolvidos, diremos que tudo estava planejado.

                                  O SOFRIMENTO PREVISTO

Tereis tribulações neste mundo. Mas, coragem! Eu venci o mundo.
                              JESUS CRISTO (JOÃO 16:33)
EM ALGUMAS IGREJAS de hoje e em alguns programas religiosos de televisão, vemos a tentativa de tornar o cristianismo popular e agradável.
Retiramos a cruz e a substituímos por almofadas.
Como já vimos, não encontramos no Novo Testamento nenhum indício de que os cristãos devam esperar popularidade, conforto e sucesso na era atual. Jesus falou: "Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós me tem aborrecido a mim.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas como não sois do mundo, antes vos escolhi eu do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece.
 Lembrai-vos das palavras. que eu vos disse: 'O servo não é maior do que o seu senhor.' Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós; se guardaram as minhas palavras, também hão de guardar as vossas." (João 15:18-20) Assim, Cristo falou que o mundo dominado pelo mal O odiava, e previu que nos odiaria também.
Esta era se interessa pelas medalhas, mas não pelas cicatrizes.
Podemos nos identificar com Tiago e João, que queriam assentos privilegiados no reino.
Podemos até pedir poltronas reclináveis e música suave. Porém, Cristo respondeu a Seus discípulos e falou que não estava oferecendo lugares de honra, mas sim sofrimento.
Olhe para nosso Senhor. Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens.
Foi ridicularizado, insultado, perseguido e, finalmente, morto.
Mesmo diante da oposição, Ele continuou "fazendo o bem".
Até mesmo os Seus inimigos não puderam encontrar defeito nEle.
Tornou-se o maior mestre de moralidade que o mundo já conheceu.
Todavia, após três anos de ministério público, morreu como um pária. O mundo se voltou rapidamente contra ele, comprovando a passagem da Escritura que diz que "os homens amavam mais as trevas do que a luz; pois eram más as suas obras." (João 3:19) Um homem "bom", em geral, é uma reprimenda ao mundo.
Como já mencionei antes, a Bíblia enumera, em Hebreus 11, os heróis da fé, tanto judeus quanto gentios, que foram torturados, aprisionados, apedrejados, esquartejados, tentados, passados pelo fio da espada. Vestiam-se de pele de ovelhas e cabras, miseráveis.
Aflitos e atormentados, esses fiéis de antes vagavam por desertos e montanhas, escondiam-se em cavernas.
Era isso o que significava ser membro do povo de Deus.
 Ao assistirmos aos especiais de televisão que focalizam histórias da Bíblia, no conforto de nossas salas, em países como os Estados Unidos e o Brasil, ficamos agradecidos por ser mais fácil e aceitável ser cristão hoje.
Mas isso mudará. Em países como o nosso, estamos vivendo um período anormal.
É muito mais normal para os cristãos serem repreendidos, criticados e perseguidos do que serem populares.
 Grandes multidões acompanharam nosso Senhor na parte inicial de seu ministério, quando curou os doentes, ressuscitou os mortos e alimentou os famintos. Todavia, no momento em que começou a falar da cruz e da necessidade de Sua morte, e a dizer a Seus seguidores que também deviam assumir as suas cruzes, "muitos... não andaram mais com ele." (João 6:66) Quando Ele declarou, com todas as letras, o quanto custaria ser discípulo, afastou muitos de Seus seguidores.
Em muitas partes do mundo, ser um verdadeiro crente ainda significa sofrimento. Você pode ser alijado de sua família, de seu lar e seus amigos. Pode transformar-se em "espetáculo" para os outros.
O sofrimento tem muitas formas. Você pode ser como o cego de João 9, sofrendo involuntariamente e sem saber pela glória máxima de Deus. Muitas formas de sofrimento estão na Bíblia. Segue-se uma lista.

1.      Perseguições pela integridade (Mat. 5:10; 13:21; Mar. 10:30; João 15:20)
2.      Injúrias e calúnias (Mat. 5:11-12; 10:25; Atos 13:45; I Ped. 4:4)
3.      Acusações falsas (Mat. 10:17-20)
4.      Flagelos por Cristo (Mat. 10-17)
5.      Rejeição pelos homens (Mat. 10-14)
6.      Ódio pelo mundo (Mat. 10:22; João 15:18-21)
7.      Ódio por parentes (Mat. 10:21-36)
8.      Martírios (Mat. 10:28; Atos 7:58)
9.      Tentações (Lucas 8:13; Tiago 1:2-16)
10.    Vergonha por Seu nome (Atos 5:41)
11.    Prisão (Atos 4:3; 5:18; 12:4)
12.    Tribulações (Atos 14:22; II Tess. 1:4)
13.    Apedrejamentos (Atos 14:19; II Cor. 11:25)
14.    Espancamentos (Atos 16:23; II Cor. 11:24-25)
15.    Ser um espetáculo para os homens (I Cor. 4:9)

A palavra espetáculo vem da mesma palavra grega de onde tiramos a palavra teatro, demonstrando para homens e anjos o sofrimento de Cristo como se estivéssemos no palco. Somos idiotas pelo amor de Cristo. (l Coríntios 4:10) A palavra idiota vem de uma palavra grega que traz consigo a idéia de debilidade mental. Também se refere às vaias, apupos, deboche e outros insultos lançados àqueles que estão no palco da arena.
16.    Mal-entendidos, necessidades, difamações e desprezos. (l Cor. 4:10-13)
17.    Problemas, aflições, tristezas, tumultos, trabalhos, vigílias, e má reputação (II Cor. 6:8-10; 11:26-28)
18.    Reprimendas (Heb. 13:13; 1 Ped. 4:14)
19.    Provações (Ped. 1:7; 4:12)
20.    Oposição satânica (Efés. 4:27; 6:12).

Porém, a Bíblia também ensina que haverá enormes recompensas para aqueles que suportam o sofrimento em nome de Cristo.
TEM CONTINUAÇÃO.
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