domingo, 22 de fevereiro de 2015

Como Ressuscitar os Mortos...P/04..22/02/2015..ULT PARTE



A criança foi coberta pelo corpo de Eliseu, e você deve cobrir sua classe com compaixão, estendendo-se agonicamente diante do Senhor, procurando o bem estar dos seus alunos. Observem neste milagre o processo usado para ressuscitar o morto: o Espírito Santo continua misterioso quanto as suas operações, mas a forma dos meios externos é-nos revelada claramente aqui.
Apareceu logo o resultado da obra do profeta: “a carne do menino se aqueceu”.
Quão satisfeito deve ter-se sentido Eliseu. Mas não creio que seu prazer e satisfação o tenham levado a afrouxar os seus esforços. Diletos amigos, nunca se dêem por satisfeitos ao ver os seus meninos numa condição ligeiramente esperançosa. Porventura uma jovem se aproximou de você e lhe pediu:
“Professor, ore por mim, professor”?
Alegre-se, pois é um belo sinal.
Busque mais que isso, porém. Notou lágrimas nos olhos de um rapaz quando lhe falava do amor de Cristo?
Dê graças por isso, porque o corpo está ganhando calor, mas não pare aí. Irá afrouxar agora o seu empenho? Lembre-se de que não atingiu a meta ainda. O que você quer é vida, não apenas calor. O que você quer, caro mestre, do seu querido aluno, não é apenas convicção, mas conversão. O seu desejo não é só de impressão, e sim de regeneração ou seja, vida, vida de Deus, a vida de Jesus. E disto que necessitam os seus alunos, e você não deve satisfazer-se com menos.
De novo lhes rogo que observem Eliseu. Houve uma pequena pausa. “Depois voltou, e passeou naquela casa duma parte para a outra”. Observem a inquietação do homem de Deus: não pode ficar sossegado. O menino se aquece (bendito seja Deus por isso), mas não está vivo ainda. Assim, em lugar de sentar-se em sua cadeira, à mesa, o profeta anda de um lado para outro com andar impaciente, intranqüilo, gemendo, suspirando, anelante e inquieto. Não poderia suportar o olhar da desconsolada mãe, ou ouvi-la perguntar:
 “Está restabelecido o menino?”.
Continuou, pois, a andar pela casa como se seu corpo não pudesse repousar por não estar satisfeita sua alma.
Imitem esta sagrada inquietação.
Quando virem que um rapaz está um tanto impressionado, não vão sentar-se e dizer:“O menino dá muita esperança, graças a Deus: estamos plenamente satisfeitos”. Jamais ganharão a pérola de grande preço desse jeito. Se hão de tornar-se pais espirituais na igreja, é preciso que fiquem tristes, inquietos, perturbados. A expressão de Paulo não é para ser explicada com palavras, mas vocês precisam conhecer o seu significado em seus corações: “de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós”. Oxalá o Espírito lhes dê essas dores internas, esse desassossego, essa inquietação, e essa sagrada intranqüilidade, até que vejam salvadoramente convertidos os seus esperançosos alunos!
Depois de um breve período andando de cá para lá, o profeta “tornou a subir, e se estendeu sobre o menino”. O que é bom uma vez, é bom outra vez. O que é bom duas vezes, é bom sete. Tem que haver perseverança e paciência.
 Domingo passado vocês foram muito zelosos; não sejam indolentes no domingo que vem. Como é fácil pôr abaixo num dia o que edificamos no dia anterior! Se pelo trabalho de um domingo Deus me capacita a convencer uma criança de que eu estava agindo com seriedade, devo tomar cuidado de não a convencer, no domingo seguinte, de que não estou com aquele zelo sério. Se o meu calor passado aqueceu o menino, não permita Deus que a minha frieza futura torne a esfriar-lhe o coração! Assim como o calor de Eliseu passou a criança, o frio de vocês passará para os seus alunos, se não estiverem com a alma cheia de ardor.
Eliseu estendeu-se de novo sobre o leito com muita oração, ansioso e cheio de fé, e por fim obteve o que queria: “o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos”. Qualquer movimento seria sinal de vida e alegraria o profeta. Alguns dizem que o menino “espirrou”, porque morrera de uma doença da cabeça, pois havia dito ao pai: “Ai, a minha cabeça! ai, a minha cabeça!”, e os espirros serviram para limpar os condutos vitais que tinham ficado bloqueados. Não sabemos. O ar fresco, ao entrar de novo nos pulmões, bem poderia ter causado os espirros. O som não foi nem bem articulado nem musical, mas foi bom sinal de vida. Isso é tudo que deveríamos esperar dos jovens quando Deus lhes dá vida espiritual.
Alguns membros da igreja esperam muitíssimo mais, porém eu, de minha parte, fico satisfeito se as crianças espirram  se dão algum sinal verdadeiro da graça, por fraco ou vago que seja. Se o caro menino reconhece o seu estado de perdição, e põe a sua confiança na obra perfeita de Jesus, ainda que notemos isso apenas por alguma expressão muito vaga, não como a que receberíamos de um doutor em teologia ou esperaríamos de uma pessoa adulta não havemos de dar graças a DEUS e receber o pequenino e cuidar dele para o Senhor?
Se Geazi estivesse ali, talvez não desse grande importância aos espirros, porque não se havia estendido sobre o menino nenhuma vez; mas isso contentou a Eliseu. Da mesma maneira, se vocês e eu temos de fato agonizado em oração pelas almas, teremos olhar bastante aguçado para captar o primeiro sinal da graça, e seremos agradecidos a Deus, mesmo que o indício não passe de um espirro.
Em seguida o menino abriu os olhos, e nos aventuramos a dizer que Eliseu achou que jamais tinha visto olhos tão formosos. Não sei de que tipo eram esses olhos, se eram castanhos ou azuis, mas sei que quaisquer olhos que Deus vos ajude a abrir serão belíssimos para vocês. Outro dia ouvi um professor falar de um “excelente rapaz” que fora salvo em sua classe, e outro fez referência a uma “querida jovem” de sua classe que amava Senhor. Não duvido. Seria de estranhar que não parecessem “excelente” e “querida" aos olhos daqueles que os levaram a Jesus, pois para Jesus Cristo os salvos são ainda mais excelentes e queridos. Diletos amigos, queira Deus que com freqüência fitem olhos abertos, olhos que, se a graça divina não se tivesse apropriado do ensino ministrado por vocês, teriam permanecido nas trevas, sob o véu da morte espiritual! Então vocês poderão considerar-se deveras favorecidos. Uma palavra de advertência. Há nesta reunião algum Geazi? Se no meio deste grande grupo de professores da escola dominical há alguém que não pode fazer mais que levar o bordão, dá-me pena! Ah! meu amigo, que Deus, em Sua misericórdia, lhe dê vida pois, de que outra forma pode esperar ser o meio para ressuscitar a outros? Se Eliseu fosse também um cadáver, seria inútil esperar que a vida fosse comunicada colocando um corpo sobre outro. Em vão esta ou aquela pequena classe de almas mortas se reunirá em torno doutra alma morta, como você. A mãe morta, queimada pela geada e enregelada, não pode dar alento ao seu filhinho. Que calor e que ânimo podem receber os que ficam a tiritar junto a uma lareira apagada? Assim é você. Oxalá opere a graça em sua alma primeiro, e depois o bendito e eterno Espírito de Deus que, só Ele, pode vivificar as almas,
faça de você um instrumento para a vivificação de muitos, para a glória da Sua graça!
Caros amigos, aceitem minhas saudações fraternais, e creiam que minhas fervorosas orações estão com vocês, para que Deus lhes abençoe e lhes faça uma bênção.
                     
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como Ressuscitar os Mortos...P/03..12/02/2015



Irmãos, notem onde estava colocado o menino morto: “E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama”. Esta era a cama que a hospitalidade da sunamita preparara para Eliseu, a famosa cama que, com a mesa, a cadeira e o candeeiro, jamais será esquecida na igreja de Deus. Aquela cama seria usada para uma finalidade em que a boa mulher nem podia pensar quando, por amor ao profeta de Deus, preparou-a para seu repouso. Gosto de imaginar o menino deitado nessa cama, porque ela simboliza o lugar onde hão de jazer os nossos filhinhos não convertidos, se queremos vê-los salvos. Se havemos de ser uma bênção para eles, devem jazer em nossos corações, devem ser nossa carga dia e noite. Devemos levar conosco os casos deles ao silêncio do nosso leito. Temos que pensar neles nas vigílias da noite, e quando não pudermos dormir por causa da nossa preocupação, é preciso que eles compartilhem nossas ansiedades nas horas tardias. Nossa cama deverá testemunhar nosso clamor: “Oxalá viva Ismael diante de ti! Oxalá os queridos meninos e meninas da minha classe venham a ser filhos do Deus vivente!”. Elias e Eliseu nos ensinam que não devemos colocar o menino longe de nós, fora de casa, ou numa caverna subterrânea de fria negligência, pelo contrário, se queremos devolver-lhe a vida, devemos colocá-lo na mais calorosa compaixão dos nossos corações.
Continuando a leitura, vemos: “Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor”. Agora o profeta se lança de coração ao trabalho, e temos uma excelente oportunidade para aprender dele o segredo da obra de ressuscitar meninos dentre os mortos. Se voltarem à narrativa de Elias, verão que Eliseu adotou o método ortodoxo, o método do seu senhor Elias. Lerão ali: “E ele lhe disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama. E clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, também até a esta viúva, com quem eu moro, afligiste matando-lhe seu filho? Então se mediu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, rogo-te que torne a alma deste menino a entrar nele. E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu”.  O magnífico segredo se encontra, em grande medida, na súplica vigorosa: Eliseu “fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor”. Diz o velho provérbio: “Todo púlpito fiel tem sua base no céu”, significando que o verdadeiro pregador tem muito contato com Deus. Se não rogamos a bênção de Deus, se o alicerce do púlpito não estiver firmado na oração particular, o nosso ministério em público não terá sucesso. Assim se dá com vocês. O poder de todo verdadeiro mestre deve provir do alto. Se não estiverem habituados a entrar em seu quarto, fechando a porta; se não rogarem junto ao trono da misericórdia pela criança que está aos seus cuidados, como poderão esperar que Deus lhes honre com a conversão dela?
Creio que um método excelente é levar as crianças em pessoa, uma por uma, para o gabinete pastoral, e orar com elas. Vê-las-ão convertidas quando Deus lhes capacite a individualizar a situação delas, a agonizar por elas, e a levá-las uma e uma para orar por elas e com elas. Influi muito mais a oração elevada a Deus em particular e só com um menino do que a oração pública pronunciada na sala de aulas. Naturalmente, a influência não é maior com relação a Deus, mas sim com relação à criança. Tal oração muitas vezes se torna na própria resposta desejada, pois Deus, enquanto vocês vão derramando a alma, pode fazer com que a sua oração seja um martelo capaz de quebrantar o coração que meras preleções jamais conseguem tocar. Orem com as crianças separadamente, e isso será instrumento de grande bênção. E se não for possível fazer isso, de qualquer  modo é preciso haver oração  muita oração, oração constante, veemente, oração que não aceita resposta negativa, como a de Lutero, a qual ele chamava de bombardeio do céu. Isso equivale a colocar um canhão apontado para as portas do céu para abri-las a tiros, pois assim triunfam na oração os homens fervorosos. Não saiam de diante do propiciatório enquanto não possam bradar
com Lutero: “Vici”, ou seja, “Venci, conquistei a bênção pela qual me empenhei”. “...o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” Mateus 11:12. Elevemos a Deus orações assim, ousadas, que constranjam a Deus e prevaleçam sobre os céus, e o Senhor não permitirá que busquemos Sua face em vão.
Depois de orar, Eliseu adotou os meios apropriados.
 A oração e os meios devem andar juntos. Meios sem oração  presunção! Oração sem meios  hipocrisia!  Ali estava o menino, e diante dele o venerável homem de Deus! Observem o seu singular modo de agir. Inclina-se sobre o cadáver, e põe a boca sobre a do menino. A boca morta e fria da criança recebe o toque dos lábios cheios de calor e vida do profeta, e uma corrente vital de saudável e cálida respiração é enviada através das frígidas e pétreas vias bucais sem vida, percorrendo a garganta e os pulmões. Em seguida, o santo homem, com o amoroso ardor da esperança, coloca os olhos sobre os da criança, e as mãos sobre as dela. As mãos cálidas do ancião cobrem as gélidas mãos da criança morta. Depois se estende sobre o cadáver e o cobre inteiramente como querendo transmitir sua própria vida ao corpo inanimado, para morrer com ele ou fazê-lo reviver. Ouvi falar de um caçador de camurça que serviu de guia a um medroso viajante. Quando se aproximavam de uma parte perigosa da estrada, o guia se amarrou firmemente ao viajante, e disse: “Ou ambos, ou nenhum de nós”. Isto é: “Ou viveremos os dois, ou nenhum de nós; somos um”. Foi deste modo que o profeta firmou misteriosa união entre si e o menino, e decidiu que, ou ficaria enregelado com a morte do menino, ou o aqueceria com a sua vida. Que nos ensina isto?
As lições são muitas e óbvias. Vemos aqui, como num quadro, que se quisermos dar vida espiritual a um menino, precisamos compreender o mais claramente possível a sua condição. Está morto, completamente morto. Deus lhes fará entender que a criança está morta em delitos e pecados como outrora vocês o estavam. Prouvera Deus, caros mestres, fazer-lhes entrar em contato com essa morte numa penosa, esmagadora, humilde e compassiva empatia. Digo-lhes que, na conquista de almas, devemos observar como o nosso Mestre agia. Pois bem, como agia? Quando quis levantar-nos da morte, que Lhe foi necessário fazer?
Teve de morre. Não havia outro caminho.
Assim se dá com vocês. Se é que pretendem ressuscitar o tal menino, terão que sentir em si mesmos o frio e o horror da morte que há nele. É preciso um homem em agonia para dar vida a homens agonizantes. Não creio que possam tirar um tição da chamas sem chegar a mão bastante perto para sentir o calor do fogo. Devem ter, quanto possível, um definido senso da terrível ira de Deus e dos terrores do juízo vindouro, caso contrário, o seu trabalho carecerá de energia faltando-lhes assim um dos elementos indispensáveis para o bom êxito. É minha convicção que o pregador não poderá falar sobre tais assuntos enquanto não os sentir pesar sobre ele como uma carga pessoal imposta pelo Senhor. “Preguei em cadeias”, dizia John Bunyan, “a homens em cadeias”. Estejam certos de que, quando estiverem alarmados, deprimidos e esmagados por causa da morte que há nos seus meninos, é então que Deus está prestes a abençoar-lhes. Portanto, compreendendo o estado do menino, e havendo posto a boca sobre a dele, e as mãos sobre as dele, deverão em seguida esforçar-se para adaptar-se quanto possível à natureza, aos hábitos e ao temperamento do menino. Sua boca deve detectar as palavras próprias do menino, de modo que saiba o que lhe querem dizer. Deverão ver as coisas com os olhos dele, e o seu coração deve ter os sentimentos que ele teria, para que sejam seus companheiros e amigos. Devem estudar os pecados próprios da adolescência e compreender compassivamente as tentações juvenis. Deverão, na medida do possível, penetrar as dores e as alegrias da infância. Não devem impacientar-se face às dificuldades deste trabalho, nem achá-lo humilhante, pois se acham que alguma coisa é privação ou condescendência, então não têm direito de estar vivo na escola dominical. Se lhes for exigido algo difícil, terão que fazê-lo sem achá-lo excessivo. Deus não quererá ressuscitar nenhum menino por intermédio de vocês, se não se dispuserem a ser tudo para ele, para de algum modo poderem ganhar sua alma para Cristo.
Está escrito que o profeta “se estendeu sobre” o menino. Poder-se-ia pensar que devia estar escrito que ele “se encolheu”. Eliseu era adulto, e o outro era menino. Não se deveria dizer que “se encolheu”? Não; “estendeu-se”. E notem bem, coisa difícil é um homem estender-se sobre uma criança. Não é tola a pessoa capaz de falar a crianças. O tolo estará muito enganado se pensar que suas tolices podem interessar aos meninos e às meninas. Ensinar aos pequeninos exige nossos melhores talentos, nossos estudos mais diligentes, nossos pensamentos mais rigorosos, e nossas faculdades mais amadurecidas. Por estranho que pareça, vocês não conseguirão dar vida ao menino enquanto não se estenderem. O homem mais sábio precisará pôr em ação todos os seus talentos para ter sucesso como professor de jovens.
Vemos, pois, em Eliseu a percepção da morte do menino e sua adaptação à tarefa que lhe cabia; mas, acima de tudo, vemos compassiva empatia. Enquanto o profeta sentia a frieza do cadáver, o seu calor pessoal ia penetrando no corpo morto. Isto, por si só, não ressuscitou o menino, mas Deus agiu por esse meio. O calor do corpo do ancião passou para o menino e foi o meio para dar-lhe vida. Todo professor deve ponderar estas palavras de Paulo: “Antes fomos brandos
entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos”. O genuíno conquistador de almas sabe o que isto significa. De minha parte, quando o Senhor me ajuda a pregar, uma vez apresentado o tema todo, e depois de haver disparado a ponto de deixar a arma como brasa viva, muitas vezes muni a arma com meu próprio ser e disparei o meu coração nos ouvintes; e esse disparo
é que, pela graça de Deus, conseguiu a vitória.  Deus abençoará por Seu Espírito Santo a nossa ardente afinidade com a Sua verdade, e fará que esta realize o que a verdade sozinha, pregada friamente, não poderia fazer. Aqui, pois, está o segredo. Caro mestre, você deve comunicar a sua própria alma ao jovem. Deve sentir como se a ruína desse menino fosse a sua própria ruína. Deve sentir que, se o menino permanecer sob a ira de Deus, isto lhe causa tanto sofrimento como se você mesmo estivesse sob a ira divina. Deve confessar os pecados dele a Deus como se fossem teus, e pôr-se na presença de Deus como sacerdote a rogar por ele.
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Como Ressuscitar os Mortos...P/02..05/02/2015



Eliseu não era um homem comum, agora que o Espírito de Deus estava sobre ele, chamando-o para a obra de Deus, e ajudando-o nessa obra. Você também, mestre ansioso, devotado, dedicado à oração, não é mais um homem comum; de modo especial veio a ser o templo do Espírito Santo. Deus habita em seu ser e, pela fé, você ingressou numa carreira de operador de prodígios. Foi enviado ao mundo, não para fazer o que está ao alcance dos homens, mas para fazer aquelas  coisas impossíveis que Deus executa por Seu Espírito, empregando como instrumentos os Seus filhos crentes. Você tem de operar milagres, de fazer maravilhas. Portanto, ao recordar quem é que opera por intermédio da tua pobre instrumentalidade, não considere a restituição da vida a esses meninos mortos como coisa improvável ou difícil, pois para realizá-la em nome de Deus você foi chamado. "Pois quê? Julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?”. Ao notar a maldosa frivolidade e a obstinação que se manifestam logo cedo nas suas crianças, a incredulidade vai-lhe sussurrar: “Poderão viver estes ossos?”. Mas a sua resposta deverá ser: “Senhor Jeová, tu o sabes”. Confiando  todos os casos às mãos onipotentes, seu dever será profetizar sobre os ossos
secos e sobre o vento celeste, e dentro em pouco você também verá no vale da sua visão pessoal a memorável vitória da vida sobre a morte. Assumamos desde já a nossa verdadeira posição, e tratemos de compreendê-la bem. Temos diante de nós meninos mortos, e nossas almas suspiram por trazê-los de volta à vida. Confessamos que toda vivificação há de ser realizada unicamente pelo Senhor, e nossa humilde petição é que, se Ele nos vai usar com relação aos milagres da Sua graça, mostre-nos o que deseja que façamos. Tudo teria corrido bem se Eliseu tivesse lembrado que fora outrora servo de Elias, e se tivesse observado o exemplo do seu amo a fim de imitá-lo. Tivesse feito isso, não teria enviado Geazi com um bordão, mas teria feito logo o que por fim foi constrangido a fazer. No primeiro livro de Reis, capítulo dezessete, acha se a história de Elias ressuscitando um menino, e se vê aí que Elias, o amo, tinha  deixado exemplo completo ao seu servo. E foi só depois de Eliseu o seguir em todos os seus aspectos, que o poder miraculoso se manifestou. Eliseu teria sido sábio, volto a dizer, se desde o início tivesse imitado o exemplo do seu senhor, cujo manto estava usando. Com muito maior ênfase posso dizer-lhes meus conservos, que será bom que nós, como mestres, imitemos ao nosso Senhor estudando os modos e métodos do nosso Senhor glorificado, e aprendendo aos Seus pés a arte de conquistar almas. Exatamente como Ele, cheio da mais profunda compaixão, entrou em íntimo contato com a nossa desventurada natureza humana, e condescendeu em rebaixar-Se à nossa triste condição, assim devemos aproximar-nos das almas com as quais temos de lidar, compadecer-nos delas com a compaixão de Cristo, e chorar por elas, derramando as Suas lágrimas, se é que desejamos vê-las ressurretas do seu estado de pecado. Somente imitando o espírito e a maneira de ser e de agir do Senhor Jesus ficaremos sabiamente habilitados para ganhar almas para Ele. Todavia, esquecendo isto, Eliseu quis traçar um curso por si próprio, que exibiria com maior evidencia a sua dignidade profética. Entregou seu bordão a Geazi e mandou que o pusesse sobre a criança, pois achava que o poder divino era tão abundante em sua pessoa que funcionaria de qualquer maneira. Conseqüentemente, a sua presença e os seus esforços pessoais poderiam ser dispensados. O Senhor não pensava assim. Receio que muitas vezes a verdade  que transmitimos do púlpito  e sem dúvida se pode dizer o mesmo do que dizemos em nossas classes  é algo alheio a nós, algo que está fora de nós. Como um bordão que levamos na mão, mas que não faz parte de nós. Tomamos a verdade doutrinária ou prática, como Geazi fez com o bordão, e a colocamos sobre o rosto da criança, mas não nos angustiamos por sua alma. Experimentamos esta doutrina e aquela verdade, esta anedota e aquela ilustração, este modo de ensinar uma lição e aquela maneira de entregar uma mensagem mas a partir do momento em que a verdade que apresentamos seja uma questão alheia a nós mesmos, sem ligação com a parte mais íntima do nosso ser, não terá sobre uma alma morta maior efeito do que o bordão de Eliseu teve no cadáver da criança. Lastimo dizer que muitas vezes preguei o evangelho neste lugar, seguro de que se tratava do evangelho do meu Senhor, o verdadeiro bordão profético e, todavia, sem resultado por não ter pregado com a veemência, com o zelo, com o amor com que devia ter pregado! E não farão vocês a mesma confissão, de que algumas vezes ensinaram a verdade  sim, a verdade, vocês sabem que o era  a pura verdade que encontraram na Bíblia, por vezes tão enriquecedora para as suas próprias almas, sem que, todavia, se seguisse algum bom resultado dela? E isso porque, conquanto tenham pregado a verdade, não experimentaram como tal em seus corações, nem foram compassivos para com o “menino”  a quem a verdade era dirigida, mas agiram à moda de Geazi, colocando com mão indiferente o bordão profético sobre o rosto da criança. Não admira que tenham que dizer com Geazi: “Não despertou o menino”, pois o verdadeiro poder capaz de despertar não achou meio apropriado no seu mortiço modo de ensinar. Não temos a certeza de que Geazi estivesse convicto de que a criança estava realmente morta. Falou como se ela estivesse apenas dormindo, e precisando ser despertada. Deus não abençoará aqueles mestres que não captam no coração o estado verdadeiramente decaído das crianças às quais ensinam. Se vocês pensam que a criança não é realmente depravada, se vocês favorecem tolas noções sobre a inocência da infância e sobre a dignidade da natureza humana, não deverão ficar surpresos se permanecerem áridos e infrutíferos. Como pode Deus abençoálos  no sentido de realizar uma ressurreição, desde que se fizesse isso por intermédio de vocês, seriam incapazes de perceber a gloriosa natureza desse ato? Se o rapaz tivesse acordado, isso não teria surpreendido a Geazi; pensaria que ele apenas se sobressaltara depois de um sono muito profundo. Se Deus abençoasse com a conversão dos pecadores o testemunho daqueles que não acreditam na depravação total do homem, eles simplesmente diriam: “O evangelho é grande força moralizadora, e exerce a mais benéfica influência”, mas nunca bendiriam e engrandeceriam a graça regeneradora pela qual Aquele que está assentado no trono faz novas todas as coisas. Observem detidamente o que fez Eliseu quando fracassou em seu primeiro esforço. Quando falhamos numa tentativa, nem por isso devemos abandonar a nossa obra. Irmão ou irmã, se você não tem tido sucesso até agora, não é preciso deduzir que não foi chamado para a obra, como tampouco Eliseu podia ter concluído que não seria possível trazer o menino de volta à vida. A lição advinda do seu insucesso não é: cesse a obra, mas sim, mude o método. O que está fora de lugar não é a pessoa; o plano é que não é sábio. Se você não tem sido capaz de realizar o que pretendia, lembre-se da canção escolar:
           “Se falha a primeira vez, tente outra e repita”.
Entretanto, não repita, usando o mesmo método, a menos que esteja certo de que é o melhor. Se o seu primeiro método não obteve bom êxito, terá que aperfeiçoá-lo. Examine-o até encontrar o ponto em que falhou, e então, mudando o seu modo de agir, ou o seu espírito, o Senhor pode prepará-lo para um grau de utilidade que ultrapassará todas as expectativas. Em vez de perder o ânimo quando viu que o menino despertava, Eliseu cingiu seus lombos e se lançou com maior vigor ao trabalho que o esperava.
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como Ressuscitar os Mortos...P/01..15/01/2015


Amados amigos e irmãos na vinha do Senhor, permitam-me chamar a sua atenção para um milagre dos mais instrutivos realizado pelo profeta Eliseu, conforme vem registrado no capítulo quatro do segundo livro de Reis. A hospitalidade da sunanita fora recompensada com a dádiva de um filho. Entretanto, todas as bênçãos terrenais são de possessão incerta; depois de alguns dias o menino caiu enfermo e morreu. A mãe angustiada, mas confiante, apressou-se a recorrer ao homem de Deus. Por meio dele Deus lhe fizera uma promessa que atendeu aos anelos do seu coração, e assim ela resolveu pleitear sua causa com ele para que a depusesse diante do seu Mestre e obtivesse para ela uma resposta de paz. A ação de Eliseu está registrada nos seguintes versículos: “Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu. Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao SENHOR. Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu” 2 Reis 4:29-37 . A posição de Eliseu neste caso é exatamente a sua, irmãos, quanto ao seu trabalho por Cristo. Eliseu teve que lidar com um menino morto. É certo que no caso em foco tratava-se de morte natural. Mas a morte com a qual vocês terão que relacionar-se não é menos verdadeira por ser espiritual. Os rapazes e moças das igrejas espalhadas pelo mundo, bem como os adultos, estão “mortos em delitos e pecados”. Queira Deus que nenhum de vocês deixe de compreender inteiramente o estado natural dos seres humanos! Se não tiverem claro senso da completa ruína e da morte espiritual dos seus meninos, não poderão ser uma bênção para eles.
Aproximem-se deles não como se estivessem apenas dormindo, e como se por sua própria capacidade os pudessem despertar; mas sim como de cadáveres espirituais que só podem ser vivificados pelo poder divino. O grande objetivo de Eliseu não era purificar o corpo do defunto, ou embalsamá-lo com especiarias, ou envolvê-lo em linho fino, ou colocá-lo em postura própria, e depois deixá-lo, cadáver ainda. Visava a nada menos que a devolução da vida ao menino.
Caros Pastores e Servos, oxalá jamais se satisfaçam com propósitos que se restrinjam a oferecer apenas benefícios secundários, nem mesmo com a sua concretização.
Lutem pela maior finalidade de todas: a salvação de almas imortais!
Sua ocupação não e consiste simplesmente em ensinar as crianças e os adultos a lerem a Bíblia, nem tampouco em inculcar-lhes os deveres morais, nem ainda em instruí-las na simples letra do
evangelho. A sublime vocação de vocês é a de serem os meios, nas mãos de Deus, para trazer do céu a vida espiritual às almas mortas.
O ensino que ministram no dia do Senhor será um fracasso se as pessoas continuarem mortos no pecado.
No caso do professor secular, o bom aproveitamento demonstrado pela criança quanto aos conhecimentos prova que o professor não se esforçou em vão. Mas quanto a vocês, ainda que aqueles que estão a seu cargo venham a ser respeitáveis membros da sociedade, ainda que se tornem participantes assíduos dos meios da graça, vocês não acharão que as suas súplicas ao céu foram atendidas, nem que se cumpriram os seus desejos, nem que atingiram os seus altos objetivos, a não ser que algo mais tenha sido feito isto é, a não ser que se possa dizer dos seus jovens: “O Senhor os vivificou juntamente com Cristo”.
Portanto, o nosso objetivo é a ressurreição! Ressuscitar os mortos é a nossa missão!
Somos como Pedro em Jope ou como Paulo em Troas; temos ali uma
Dorcas, aqui um Êutico para trazer à vida. Como é possível realizar obra tão singular? Se nos rendermos à incredulidade, ficaremos atônitos pelo fato evidente de que a obra para a qual o Senhor nos chamou está completamente além da nossa capacidade pessoal. Não podemos ressuscitar os mortos. Se nos pedissem para fazer isso, cada um de nós poderia dizer, como o rei de Israel:
“Sou eu Deus, para matar e para vivificar?”.
Contudo, o nosso poder não é menor do que o de Eliseu, pois ele não pôde devolver a vida ao filho da sunamita.
É certo que não somos capazes de fazer palpitar de vida espiritual os corações mortos dos nossos alunos, mas um Paulo ou um Apolo seria igualmente incapaz.
Precisaríamos ficar desanimados por causa disso?
Não servirá, antes, para levar-nos a desprezar o nosso suposto poder pessoal, e conduzir-nos à fonte do nosso verdadeiro poder?
Espero que todos nós já estejamos cientes de que o homem que vive na região da fé, habita no reino dos milagres.
A fé negocia maravilhas, e sua mercadoria consiste de prodígios.

“A fé a promessa vê,
e só a contemplará;
do impossível se ri,
e brada: Assim será!”
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/19..09/01/2015...ULT PARTE.



                 Ressentimento: A Culpa É Sua, Deus

Se vivemos vidas egocêntricas e algo acontece para alterar ou perturbar os planos que fizemos com tanto cuidado, a nossa tendência natural é reagir com impaciência ou ressentimento.
Temos a tendência de culpar a Deus quando as coisas dão errado e a assumir o crédito quando tudo parece estar indo bem. Reagir com ressentimento pode se tornar um meio de vida para nós, e o resultado não é muito atraente. O ressentimento pode estrangular um ser humano. Diz a Bíblia: "A insubmissão mata o tolo e o apaixonamento tira a vida ao simples." (Jó 5:2) Como se desenvolve o ressentimento? Desenvolve-se dentro de um clima de resistência à vontade de Deus para nossas vidas. Os cristãos que têm uma fé forte crescem à medida que aceitam o que quer que Deus permita que entre em suas vidas. Curvam-se à Sua vontade boa e perfeita e tornam-se mais maduros. Num verdadeiro sentido, o caráter cristão é um crescimento, não um dom. Alexander Maclaren, um ilustre pregador de Manchester (1826-1910), escreveu: "O que nos perturba neste mundo não são as dificuldades, mas a nossa oposição às dificuldades. A verdadeira fonte de tudo que aborrece e irrita e desgasta as nossas vidas não está nas coisas externas, mas na resistência de nossas vontades à vontade de Deus expressa pelas coisas eternas." Ressentir-se e resistir à mão disciplinadora de Deus é perder uma das maiores bênçãos espirituais que nós cristãos podemos ter aqui na terra. Seja lá o que for aflições, dificuldades, adversidade, irritação, oposição nós só "aprendemos Cristo" quando descobrimos que a graça de Deus é suficiente para todos os testes. Um poeta desconhecido pergunta:
Se todos os meus anos fossem verão, como eu poderia saber O que meu Senhor quer dizer com Sou "tornado branco como a neve"?
Se todos os meus dias fossem ensolarados, como eu poderia dizer
"na Sua bela terra Ele enxuga todas as lágrimas"?
Se eu jamais me cansasse, como guardaria junto ao coração "Ele dá o sono àqueles que ama"?
Se não tivesse padecimentos, será que não consideraria a vida eterna apenas um sonho sem fundamento?
Meu inverno e minhas lágrimas e meu cansaço, até meus padecimentos podem ser o jeito dEle abençoar. Eu os chamo de males, no entanto, sem dúvida não passam de amor que mostra o Senhor aos meus olhos. Embora Jó tenha sofrido como poucos homens sofreram, ele jamais perdeu de vista a presença de Deus ao seu lado, em meio ao sofrimento. Emergiu vitorioso do outro lado da dor e da provação porque jamais permitiu que o ressentimento toldasse o seu relacionamento com Deus. A atitude que pode vencer o ressentimento é expressa pelo autor aos Hebreus: "Toda correção ao presente, na verdade, não parece ser de gozo, mas de tristeza; depois, porém, dá fruto pacífico de justiça aos que por ela têm sido exercitados." (12:11) O ressentimento é uma das reações às provações e aflições da vida, e nos deixa com uma personalidade amargurada. Existe uma outra reação, que é de piedade aparente.

        Resignação: Enfrentando a Vida com um Suspiro

Todo um gênero de literatura religiosa se desenvolveu a partir deste tipo de atitude "espiritual". Na verdade, a maioria dos cristãos se encontra nesta categoria, numa ou noutra época. Às vezes, achamos que há algo de piedoso em nos resignarmos aos duros golpes da vida. A resignação não é uma virtude que distingue os cristãos. Poderíamos aprender com os escritores pagãos, como os estóicos da Grécia antiga, a aceitar a calamidade com resignação. Em geral, é a maneira mais fácil de reagir, uma espécie de fatalismo ou analgésico – anestesia onde deveria existir ação. A vitória cristã autêntica não está no caminho da mera resignação. Em vez disso, o cristão que cresce vê, como Jó viu, que, embora Deus possa nos ferir (ou permitir que sejamos feridos), "as suas mãos também curam." (Jó 5:18) Ainda bem que o rei Davi não vivia permanentemente "numa boa". Pense só nos Salmos que não conheceríamos, se fosse este o caso. Nos seus escritos, ele deixa ver um lado da sua natureza que nos intriga e inspira.
Em vez de se resignar ao sofrimento, ele falou coisas como: "Por que estás abatida, minha alma?
Por que estás perturbada dentro de mim?
" (Salmos 42:5) Como ele respondeu a essas perguntas retóricas?
 Prosseguiu ele: "Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças pelo auxílio do seu rosto." (vv. 5, 6) Continua a raciocinar consigo mesmo: "De dia Jeová ordenará a sua benignidade, e de noite estará comigo o seu cântico, a saber, uma oração ao Deus da minha vida.
Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim?
" "Por que estás abatida, minha alma?
 Por que estás perturbada dentro de mim?"
Ele mesmo se responde, triunfante: "Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças pelo auxílio do seu rosto." (vv. 5-6) Davi recusava-se a resignar-se às derrotas que, às vezes, ameaçavam derrubá-lo.
Mais de uma vez, tanto na sua vida pessoal quanto na pública, ele parecia ter sido vencido  mas sempre olhava para além do obstáculo ou problema tentando enxergar o próprio Deus. "Elevo os meus olhos para os montes: de onde há de vir o meu socorro? O meu socorro vem de Jeová, que fez o céu e a terra." (Salmos 121: 1,2) Embora Davi possa ter se mostrado triste, confuso ou desanimado em alguns salmos, ele sempre termina numa nota de esperança ou confiança em Deus. Como já ressaltamos, a tristeza, as dificuldades, os sofrimentos e até a perseguição, de uma forma ou de outra, chegam à vida de todo cristão. Não temos um escudo mágico para nos proteger dos problemas. Porém, a resignação pura e simples pode levar-nos a um estado de abatimento. No final das contas, é a nossa atitude que conta a nossa atitude para conosco e para com Deus. Podemos transformar os fardos em bênçãos, ou deixar que os fardos nos enterrem
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/18..02/01/2015


                UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/18 ...02/01/2015

Uma pessoa cujo nome é sinônimo de "sofrimento vitorioso" é a prendada e corajosa tetraplégica Joni Eareckson. Vive numa cadeira de rodas, incapaz de fazer qualquer coisa por si mesma e, no entanto, é um dos seres humanos mais vibrantes e belos que já vi. Dividiu conosco o palanque cm muitas de nossas cruzadas, e o seu testemunho do que o Senhor fez por ela, em e durante sua provação, nunca cessa de me espantar e me tornar humilde. Joni emergiu do fogo de sua provação com uma percepção incrivelmente ampla e sensível não apenas quanto ao significado do sofrimento, mas também quanto a todas as grandes verdades teológicas inerentes a este tópico. Joni já teve o seu próprio Armagedom. Sua capacidade de captar as verdades mais profundas e verbalizá-las em termos simples me assombra e inspira. Conheço pouca gente, inclusive alguns de nossos maiores teólogos, que possua uma noção tão prática e abrangente de quem é Deus e do que está fazendo em Seu mundo. Os livros dela e o filme sobre a sua vida, suas apresentações na televisão e sua história publicada na imprensa tocaram milhares de vidas. O seu serviço para Deus é muitas vezes maior do que se jamais tivesse sofrido aquele acidente, ao mergulhar na Baia de Chesapeake.
Kim Wickes, que comparece à maioria de nossas cruzadas, ficou cega na infância porque as retinas de seus olhos foram destruídas quando ela olhou para a explosão de uma bomba. Seu pai tentou matá-la, jogando-a no rio. Desesperado e sem saber mais o que fazer por causa da guerra e da fome, o pai acabou deixando-a num asilo para crianças cegas e surdas em Taegu, Coréia. Mais tarde, foi adotada por uns americanos e começou os anos de estudo e treinamento que resultaram num testemunho em letra e música que encantou milhões. Seus estudos levaram-na às melhores escolas do mundo, inclusive a Viena. Os acontecimentos da vida de Kim podiam ter destruído muitas pessoas, porém, pela graça de Deus, ela triunfou sobre a adversidade.
Hoje em dia, existem milhares de cristãos no mundo todo que estão enfrentando diariamente a dor, a perseguição e a oposição por sua fé. Ficamos sabendo agora de seus triunfos e sobrevivência em muitas partes do mundo. A sua fé em Cristo é profunda e forte. A disposição com que enfrentam a perseguição nos deixa envergonhados. Não compreendo como o corpo humano pode suportar uma perseguição do tipo que estão sofrendo hoje em dia alguns de nossos irmãos e irmãs em Cristo como, por exemplo, em Uganda. Sei apenas que, quando Jesus Cristo está com uma pessoa, esta pode suportar os padecimentos mais profundos e emergir um cristão ainda melhor e mais forte. A questão de como devemos suportar o sofrimento será abordada no capítulo seguinte.

                 O Sofredor Supremo: Jesus Cristo

Será que olhamos para nós mesmos, nossas provações, nossos problemas, quando estamos sofrendo? Será que vivemos segundo as circunstâncias, em vez de acima das circunstâncias? Ou será que olhamos para Aquele que sofreu mais do que podemos conceber?
Em Table Talk (Conversa à mesa), Martinho Lutero disse: "Nosso sofrimento não é digno do nome de sofrimento. Quando considero minhas cruzes, tribulações e tentações, quase morro de vergonha, pensando no que são em comparação com o sofrimento de meu abençoado Salvador, Jesus Cristo." Existem várias coisas na vida de Cristo que revelam o Seu papel como o "servo sofredor", Messias. É impossível reconstituir cada aspecto desta busca por toda a Sua vida, mas considere estas verdades: Em Isaías 53, os sofrimentos do Salvador são descritos com tanta minúcia que o texto pode ser lido quase como se fosse algo escrito por uma testemunha ocular, ao invés de ser a previsão de um homem que o escreveu oitocentos anos antes do fato. Observe que a vida de Jesus começou em meio à perseguição e ao perigo. Ele veio numa missão de amor e misericórdia, enviado pelo Pai. Um anjo anunciou a Sua concepção e deu-Lhe Seu nome. Todos os anjos cantaram um hino glorioso quando Ele nasceu.
Por meio da "estrela" ou meteoro extraordinário, o próprio céu indicou a Sua vinda. Por Si mesmo foi a criança mais ilustre que já nasceu o santo filho de Maria, o Filho divino de Deus. No entanto, mal Ele entrou no nosso mundo e já Herodes decretou a Sua morte e fez de tudo para consegui-ta. Repare, também, que Ele assumiu um papel de profunda degradação. Filho do pai Eterno, Ele tornou-se um bebê feito à semelhança do homem. Assumiu nossa natureza humana com todas as suas enfermidades e fraquezas e capacidade para o sofrimento. Veio como o filho de pais paupérrimos. Toda a Sua vida foi de humilhação voluntária. Veio para servir e ministrar, não para ser servido. Outro aspecto de Seu sofrimento são as suspeitas vis e as deturpações que teve que suportar. "Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam." (João 1:11) Em vez disso, zombaram dEle e O trataram com desdém. Foi "desprezado e rejeitado" pela maioria deles. Trataram-no como um transgressor da lei de Deus, alguém que desrespeitava o Sábado, uma pessoa pecaminosa – um beberrão, um alcoólatra, alguém associado a marginais e pecadores notórios. Repare também que Ele esteve constantemente exposto à violência pessoal. No começo de Seu sacerdócio, Seus próprios conterrâneos de Nazaré tentaram jogá-lo montanha abaixo. (Lucas 4:29) Os líderes religiosos e políticos muitas vezes conspiraram para prendê-Lo e matá-Lo. Finalmente, acabou sendo preso e levado a julgamento ante Pilatos e Herodes. Muito embora fosse inocente das acusações, foi denunciado como inimigo de Deus e do homem, e indigno de viver. Os sofrimentos de Jesus também incluíram as ferozes tentações do demônio. Isto foi vividamente descrito em Mateus 4:1: "E então foi levado Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo." Lembre-se, também, que Ele sabia, antecipadamente, o que O esperava, e isto aumentou ainda mais o Seu sofrimento. Conhecia o conteúdo do cálice que tinha de beber; conhecia a trilha de padecimentos que tinha que percorrer.
Podia enxergar claramente o batismo de sangue que O esperava. Falou claramente a Seus discípulos da morte próxima pela crucificação. Jesus, o sofredor supremo, veio para sofrer por nossos pecados. Como resultado de Seus padecimentos, nossa redenção ficou assegurada. O que o sofredor divino exige de nós? Apenas nossa fé, nosso amor, nosso louvor agradecido, nossos corações e vidas consagrados. Será demais para se pedir? O Cristo vivendo em nós permitirá que vivamos acima de nossas circunstâncias, não importa o quão dolorosas sejam. Talvez você que está lendo estas palavras encontre-se quase esmagado pelas circunstâncias que está enfrentando no momento. Pergunta-se quanto ainda poderá agüentar. Mas não se desespere! A graça de Deus é suficiente para você e permitirá que supere as suas provações. Que esta seja a sua confiança: "Quem nos separará do amor de cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? (...) Em tocas estas coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou." (Rom. 8:35-37)

                         O QUE FAÇO COM A MINHA DOR?

A dor, o megafone de Deus, pode me afastar dEle. Posso odiar a Deus por permitir tal miséria. Por outro lado, pode me levar a DEUS.
NEM SEMPRE somos consistentes em nossas reações ao sofrimento pessoal. Com um tipo de aflição, somos capazes de agüentar firme e seguir em frente. Com um outro golpe da vida, parecemos desmontar.
Nossas Reações São o Resultado de Nossas Convicções
Lorde George Gordon Byron e Sir Walter Scott foram talentosos escritores e poetas que viveram no fim do século XVIII e começo do século XIX. Ambos eram mancos. Byron se ressentia amargamente de sua deficiência e vivia se queixando da sua sina. Nunca se ouviu Scott reclamar do seu problema. Certo dia, Scott recebeu uma carta de Byron que dizia: "Daria a minha fama para ter a sua felicidade."
O que fez a diferença nas suas reações ao sofrimento e suas atitudes para com suas deficiências? Byron era um homem que se orgulhava do seu estilo de vida dissoluto. Os seus padrões morais eram duvidosos. Scott, por outro lado, era um fiel cristão, cuja vida corajosa exemplificava os seus padrões e valores cristãos. Para o cristão, a reação ao sofrimento deve ser influenciada por seu conceito do que Jesus Cristo suportou por ele na cruz e na sua compreensão da vontade de Deus para ele em sua dor, não importa qual a sua fonte ou intensidade. A vida cristã é uma vida livre da penalidade do pecado no que diz respeito ao julgamento, mas não é livre dos resultados do pecado. Por causa da desobediência no Paraíso, o pecado invadiu o universo perfeito de Deus e daí o sofrimento inevitável que encontramos durante a nossa peregrinação humana – o sofrimento que terminará, no que diz respeito ao cosmos, no Armagedom. Nesse meio-tempo, não estamos livres de aflições, doença, transtornos emocionais, problemas financeiros e todo o espectro do sofrimento humano.
              
             Cristo Nunca Prometeu Uma Vida Fácil.

Jesus Cristo falou francamente a Seus discípulos sobre o futuro Nada ocultou deles. Ninguém pode acusá-lo de logro ou de fazer falsas promessas. Em linguagem inconfundível, Ele lhes disse que o discipulado significava uma vida de abnegação, carregando uma cruz. Pediu-lhes que contassem os custos com cuidado, para que depois não dessem meia-volta ao encontrar o sofrimento e a privação. Jesus disse a Seus seguidores que o mundo os odiaria. Eles seriam presos, flagelados, e levados perante governadores e reis. Até mesmo os seus entes queridos os perseguiriam. Como o mundo O odiava, trataria mal a Seus servos. Ele também advertiu: "Ainda mais vem a uma hora em que todo o que vos mata julgará oferecer um culto a Deus." (João 16:2) Sendo assim, o cristão deve esperar conflito, não uma vida fácil e gostosa. Ele é um soldado e, como já foi dito, o seu capitão jamais lhe prometeu imunidade dos percalços da batalha.
Muitos dos primeiros seguidores de Cristo ficaram desapontados com Ele, pois a despeito de Suas advertências, esperavam que Ele subjugasse seus inimigos e instalasse um reinado político no mundo. Quando se viram face a face com a realidade, "se retiraram, e não andavam mais com ele". (João 6:66) Porém, os verdadeiros discípulos de Jesus sofreram por sua fé. Sabemos que os primeiros cristãos rejubilavam-se quando iam ser mortos, como se estivessem indo para um banquete de núpcias. Banhavam as mãos no fogo aceso para queimá-las e gritavam de alegria. Um dos historiadores da época, ao testemunhar o heroísmo deles, escreveu: "Ao amanhecer o dia da vitória, os cristãos marchavam em procissão da prisão para a arena como se estivessem marchando para o céu, com fisionomias alegres marcadas pelo contentamento, e não pelo medo." Tácito, um historiador romano, escrevendo sobre os primeiros mártires cristãos, falou: "Acrescentavam-se à sua morte zombarias de todo o tipo. Cobertos com peles de animais, eles eram feitos em pedaços pelos cães e pereciam, ou eram pregados em cruzes, ou lançados às chamas e queimados, para servir de iluminação noturna, quando o dia terminava. Nero oferecia seus jardins para o espetáculo." Como eram verdadeiras as palavras de Paulo aos primeiros cristãos: "Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus." (Atos 14:22)
Alguém já disse que estas são as "contradições permitidas" de Deus em nossas vidas. Todavia, existe uma diferença drástica entre a vontade permissiva de Deus e a Sua vontade perfeita para nossas vidas. Nós nos desviamos daquela vontade perfeita quando Adão escolheu a desobediência a Deus no Paraíso. Quando a vida nos desfecha seus golpes, podemos reagir com ressentimento, resignação, aceitação ou boas-vindas. Somos os exemplos vivos de nossas reações.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/17..01/12/2014

             

                   Estêvão, o Primeiro Mártir

Como pode uma bênção advir de um assassinato? Estêvão foi outro personagem do Novo Testamento que sofreu e morreu pela causa de Cristo, e o seu martírio resultou em progresso para o Evangelho.
Estêvão foi escolhido dentre os primeiros dos discípulos em Jerusalém para cumprir a tarefa de diácono. No seu ministério, assim como no dos próprios apóstolos, "divulgava-se a palavra de Deus, e se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém; também muitos dos sacerdotes obedeciam à fé." (Atos 6:7) Estêvão era "um homem cheio da graça e poder de Deus", cujo testemunho logo começou a fazer efeito. Como resultado, começou a enfrentar oposição. Qualquer pessoa que assuma audaciosamente o Senhor Jesus Cristo encontrará uma forte resistência. "Disputavam, com Estêvão; e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava." (Atos 6:9, 10) O resultado de tudo isso foi que os líderes religiosos instigaram o povo a levar Estêvão para ser julgado pelo Conselho. Testemunhas mentirosas lhe lançaram acusações falsas e ele foi sentenciado á morte por apedrejamento.
Quando estava morrendo, Estêvão ergueu os olhos e declarou que via Jesus à mão direita de Deus. Isso enfureceu a turba de tal modo que apedrejaram Estêvão com mais violência ainda. "Apedrejavam a Estêvão que invocava o senhor e dizia: 'Senhor Jesus, recebe o meu espírito.' Ele, ajoelhando-se, clamou em alta voz: 'Senhor, não lhes imputes este pecado.' Tendo dito isto, adormeceu." (Atos 7:59, 60)
Temos algo de interessante a acrescentar a esta história. Um homem chamado Saulo viu acontecer esse assassinato sangrento. Tornar-se-ia mais tarde, é claro, o apóstolo Paulo. Creio que a conduta de Estêvão durante o seu julgamento, seu sermão emocionante, e o seu martírio corajoso, podem ter sido os fatores que depois influenciaram Saulo a se voltar, ele mesmo, para Cristo.

            Jó: Não É um Santo das Horas Boas

Dos muitos santos sofredores do Antigo Testamento, dois se destacaram para mim: um deles é quase uma ilustração clássica do sofrimento. É comum falarmos em "paciência de Jó" e com isso estamos nos referindo à maneira paciente como suportou o sofrimento cruciante que foi exortado a experimentar. A sua atitude triunfante é ainda mais espantosa quando nos damos conta do que aconteceu a ele. O seu sofrimento era mais do que simplesmente físico:
1.      Ele perdeu a saúde;
2.      Perdeu a fortuna;
3.      Perdeu os filhos.
Jó ficou reduzido a sentar-se em meio aos escombros da sua vida, antes próspera. E depois da perda de tudo que valia a pena na sua vida, ele ainda pôde dizer: "Eis que me matará; não esperarei. Contudo, defenderei os meus caminhos diante dele." (Jó 13:15) Mais tarde, fez essa declaração impressionante: "Sei porém que o meu Redentor vive, e o que vem depois de mim se levantará em pé sobre o pó." (Jó 19:25) Tais palavras saíram da boca de um homem esmagado mental e fisicamente pelo sofrimento que suportara nas mãos de Satanás. Depois dos piores de seus padecimentos, a sua mulher lhe disse: Conservas tu ainda a tua integridade? Renuncia a Deus e morre. A despeito dessas palavras fortes, Jó replicou: Estás falando como fala uma mulher tola. Quê? Receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?
Continuamos lendo a Bíblia, e vemos que, "em tudo isso, não pecou Jó com os seus lábios." (Jó 2:9,10) Jó não era perfeito. Repare que a Bíblia diz que ele não pecou "com os seus lábios"! Todavia, ele é um modelo impressionante para seguirmos em nossa atitude para com o sofrimento.
A despeito de suas dificuldades, podia dizer: "DEUS deu, e DEUS tirou; bendito seja o nome de DEUS." (Jó 1:21) O Livro de Jó não resolve o problema do sofrimento, mas ensina lições valiosas. Primeiro, torna claro que os inocentes sofrem juntamente com os culpados, e que a virtude nem sempre é recompensada aqui na terra. Os sofrimentos de Jó eram imerecidos. Ele rejeitou as acusações de seus três amigos e manteve a sua integridade. Deus tampouco o acusou de ter agido mal.
Depois, a história nos ajuda a distinguir entre o sofrimento de retribuição e o disciplinar. Deus não estava punindo Jó, mas sim testando a sua fé e apurando o seu caráter. Jó saiu da sua provação um homem melhor e mais sábio. A história de Jó tem uma conclusão gloriosa. Você pode achá-la no capítulo 42 de Jó, mas eis aqui os pontos altos: Depois que Jó orou por seus amigos (aqueles que o difamaram durante a sua provação), o Senhor o tornou próspero de novo e deu-lhe o dobro do que possuía antes. Todos os seus irmãos e irmãs... confortaram-no e consolaram-no pelos padecimentos que o Senhor lhe enviara... O Senhor abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira. (vv.10-12) Que testemunho é Jó da fidelidade máxima de Deus a Seus próprios filhos! No seu livro Where Is God When It Hurts? (Onde está Deus quando dói?), escreve Phillip Yancey: "Satanás provocara Deus com a acusação de que os humanos não são verdadeiramente livres, porque Deus reforçara as recompensas de Jó para que ele escolhesse a Seu favor. Será que Jó era fiel porque Deus lhe concedera uma vida tão próspera? O teste provou que não. Jó é um exemplo eterno daquele que se manteve fiel a Deus, embora o seu mundo tenha desabado e parecesse que o próprio Deus se voltara contra ele. Jó se apegou à justiça de Deus quando, aparentemente, era o melhor exemplo na história de uma pretensa injustiça de Deus. Ele não buscou o Doador por causa de seus dons; quando todos os dons foram retirados, ele ainda buscava o Doador."

                          Da Prisão ao Palácio

Existe um outro personagem do Antigo Testamento que nos oferece uma ilustração do sofrimento: José. Seus irmãos tramaram a sua morte e o venderam como escravo. Ainda criança foi separado de sua família e mandado para um país estranho. Quando era rapaz, foi acusado falsamente de tentar seduzir a mulher de seu senhor, e, como conseqüência, foi lançado à prisão. Esses acontecimentos eram o bastante para levar qualquer homem ao desespero. Disse alguém: "Deus não usa ninguém além dos seus limites, a não ser depois que o tenha feito em pedaços." José passou por mais tristezas do que todos os filhos de Jacó, no entanto, foi fiel. A sua fidelidade no sofrimento levou-o a ser o primeiro-ministro do Egito. Como resultado de sua posição e poder, conseguiu salvar a sua família da fome. Por este motivo, disse dele o Espírito Santo: "José é um ramo frutífero, um ramo frutífero junto à fonte; e seus raminhos se estendem sobre o muro." (Gên.49:22) É preciso o sofrimento para ampliar a alma.
                 
            O Sofrimento em Nosso Mundo Moderno

É interminável a lista dos que sofreram por Cristo, desde os dias da primeira igreja. Lemos histórias tanto de católicos quanto de protestantes que, em séculos passados, padeceram terrivelmente por lealdade à sua fé. A maioria desses valentes cristãos morreu sob tortura e foi submetida a tratamentos desumanos que vão além da imaginação. Mas não é preciso irmos muito longe na História. O século XX foi testemunha de alguns dos exemplos mais espantosos de sofrimento em massa na história da raça humana. Milhões sofreram e morreram em duas catastróficas guerras mundiais, com milhões mais perecendo em diversas outras guerras e revoluções. Vários anos atrás visitei o notório campo de concentração nazista em Auschwitz, onde vários milhões de pessoas (tanto judeus quanto gentios) foram impiedosamente chacinados. Nem consigo descrever o horror e a revulsão que me dominaram enquanto caminhava por aquele terrível monumento à desumanidade do homem para com o homem.
Além disso, o nosso século tem testemunhado, repetidamente, cenas incríveis de fome e inanição em massa em muitas partes do mundo.
Nenhum cristão sincero pode ficar indiferente a acontecimentos tão trágicos. A sina desesperada dos pobres e famintos, a tolerância de tantos para com a injustiça social e econômica, o aumento descabido de armas de destruição em massa estes e inúmeros outros problemas demonstram vividamente que vivemos num mundo em que a maldade e o sofrimento não apenas são reais, como crescem a cada momento. Esses problemas também desafiam todos os cristãos a orar e trabalhar para mitigar o sofrimento e a combater as causas desses problemas, sempre que possível. Como cristãos, sabemos que todo o sofrimento e a maldade jamais serão eliminados de nosso mundo antes do retorno de Cristo. Mas também sabemos que Cristo ordena que façamos tudo o que for possível para demonstrar o Seu amor por todos aqueles que sofrem. Devemos lutar contra o mal e a injustiça e trabalhar em nome de Cristo pelo bem dos outros. Porém, o sofrimento afeta todos os tipos e classes de indivíduos, todos os dias. Podemos encontrar à nossa volta o sofrimento sob dezenas de formas. Basta ir aos cortiços de Nova York, aos hospitais de qualquer cidade, ou aos lares tragicamente desfeitos. Converse com os milhões de crianças que estão vivendo com apenas um dos pais, ou sem nenhum dos dois. Converse com as dezenas de milhares de pacientes que foram avisados que estão com câncer ou moléstias cardíacas. Converse com as vítimas de assaltos, estupros e outros crimes que ocorrem diariamente em quase todas as cidades. Vá às prisões e fale com os prisioneiros que estão pagando o preço amargo por seus erros. Converse com os pastores que estão de coração partido porque os membros de sua congregação professam uma coisa e vivem outra. O mundo todo está pedindo socorro.
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/16..21/10/2014

           

                            As Irritações de Paulo

O apóstolo Paulo foi exortado a sofrer por Cristo, mas, ao longo de todo o seu sofrimento, só resistiu porque teve o apoio do Espírito Santo. Não apenas foi exortado a sofrer fisicamente, mas também conheceu o sofrimento mais sutil de bancar o idiota diante dos outros homens. Ele descreve as suas experiências em 1 Coríntios 4:9-13: "Pois penso que Deus nos tem posto a nós, os apóstolos, pelos últimos, como sentenciadas à morte; somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos estultos por amor de Cristo, mas vós sábios em Cristo; nós somos fracos, mas vós forres; vós honrados, mas nós desprezadas. Até esta padecemos fome, e sede, e nudez, e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos; quando vilipendiadas, bendizemos; perseguidos, sofremos; difamados, rogamos; somos feitos como refugo do mundo, como escória de tudo até agora." Paulo nos fala, em II Coríntios, das tribulações, dificuldades, espancamentos, insônia e outros sofrimentos que os servos de Deus eram exortados a suportar. Ao pensar em suas responsabilidades como missionário cristão, disse ele: "Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, o cuidado de todas as igrejas." (II Cor. 11:28) Como a preocupação de Paulo com as igrejas ressalta vividamente a grande pressão que sofrem as lideranças cristãs! As responsabilidades do ministério muitas vezes podem ser esmagadoras. Falando humanamente, podem levar à solidão, depressão e, muitas vezes, ao desânimo. Porém, no meio disto tudo, está a graça ilimitada de Deus e Sua paz, que ultrapassa toda a compreensão.
Ser um clérigo numa época dominada pelos meios de comunicação acarreta pressões que o cristão comum nem sequer imagina. No meu caso em particular, houve épocas em que as pressões mentais, físicas e espirituais tornaram-se tão grandes que quase desejei que o Senhor me levasse logo para casa. Já tive vontade de fugir ou sumir. Mas sei que Deus me chamou para as minhas responsabilidades, e devo ser fiel. Mais perigoso do que fazer um pronunciamento infeliz é a possibilidade de você ser mal-interpretado. As pessoas colocam os cristãos num pedestal, mas, ao menor erro, eles são imediatamente culpados e muitas vezes ridicularizados pelos outros cristãos. Isso é parte do que Paulo quis dizer quando falou do "cuidado de todas as igrejas" repousando sobre ele. Esta pressão foi ainda maior do que os sofrimentos físicos que ele suportou. Muitas vezes me perguntei o que teria acontecido no ministério do Senhor Jesus Cristo, se a televisão existisse naquela época. O que teriam feito, por exemplo, com a ressurreição de Lázaro ou a cura de Bartimeu ou a alimentação dos cinco mil? Podemos nunca ser exortados a sofrer como Paulo. Mesmo assim, podemos bem nos jubilar com uma atitude como a dele: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; derribados, mas não destruídos." (II Coríntios 4:8, 9) Deus nunca enviou nenhuma dificuldade para a vida de Seus filhos sem as ofertas conjuntas de ajuda nesta vida e recompensa na vida futura. Sejam quais forem as aflições que cheguem à nossa vida, nosso Senhor entra no vale conosco, levando-nos pela mão, até mesmo nos carregando, quando é necessário.

                     Eis aqui um versículo para decorar e repetir:

"Não vos tem sobrevindo tentação que não seja comum aos homens; mas Deus é fiel, o qual não permitirá que sejais tentado além das vossas forças, mas também com a tentação proverá o meio de saída para poderdes suportá-la." (I Coríntios 10:13)

              VIVENDO ACIMA DE SUAS CIRCUNSTÂNCIAS

Não oro pedindo um fardo mais leve, mas sim costas mais fortes.
PARA AQUELES que enxergaram, a cegueira pode ser uma deficiência esmagadora. Durante a maior parte de seus 95 anos na terra, Fanny Crosby foi cega. No entanto, teve a profunda percepção espiritual para compor hinos cristãos clássicos como "Salva pela Graça", e centenas de outros hinos e canções evangélicas que inspiraram e confortaram os cristãos por uma centena de anos. Mais recentemente, Ken Medema, o cantor e compositor cego cujas melodias extravagantes e letras felizes o tornaram querido em todos os Estados Unidos, transformou a sua deficiência numa celebração alegre da bondade de Deus. John Milton escreveu o imortal Paraíso perdido como resultado da desgastante experiência da cegueira. Esse clássico glorifica e exalta a grandeza de Deus. O famoso missionário para os índios americanos, David Brainerd, e o destacado pastor escocês Robert Murray McCheyne sofriam de moléstias pulmonares e morreram antes de completar 30 anos. No entanto, embora tão jovens, firmaram-se na vanguarda do serviço cristão e foram reconhecidos por sua vida santa. Louis Pasteur, o químico francês que descobriu o processo de eliminação de germes chamado de "pasteurização", era semiparalítico e sujeito a ataques epilépticos. Nunca desistiu da sua busca de soluções para as moléstias que grassavam na época em que vivia. É possível que, se tivesse gozado de boa saúde, tivesse trocado suas pesquisas por um trabalho mais lucrativo. Devido à surdez progressiva, Beethoven foi forçado a abandonar sua carreira de pianista e concentrar-se na composição musical. Como resultado, tornou-se um dos maiores compositores de todos os tempos. Estou convencido de que existe uma bênção no sofrimento. Nem sempre é possível enxergar a bênção no problema determinado que estamos enfrentando, mas o sofrimento pode e deve servir a um propósito positivo.
A despeito de suas deficiências e dores, as pessoas a quem acabamos de nos referir alcançaram grandes coisas para o benefício da humanidade porque aprenderam a viver acima de suas circunstâncias, superando-as. Com a ajuda de Deus, podemos fazer o mesmo. Todos temos problemas na vida, em escala maior, ou menor. Como disse o music man, "há encrencas em River City". As provações deixam umas pessoas amargas, e outras melhores. Qual a diferença? O salmista oferece a resposta no Salmo 43:5. A diferença é a fé em Deus. "Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus."
                                          
                         A Estrada da Esperança

O apóstolo Paulo era um grande expoente de esperança. "Cristo em ti, a esperança da glória." (Col.1:27) Ao escrever tais palavras, ele coloca nossas esperanças em Cristo. E que melhor esperança do que o Cristo "em você"? Se Ele está no seu coração, traz Consigo todas as bênçãos do Seu Espírito: amor, alegria, paz e os outros frutos positivos que serão aparentes na vida daquele que crê (Gál. 5:22,23). Ao escutar a mensagem dos versículos da Santa Escritura, o cristão pode vislumbrar como sua vida pode ser, se for verdadeiramente entregue ao controle de Cristo. Pense em algumas implicações de ter Cristo com você:
1.      Você jamais ficará sozinho de novo;
2.      Poderá lançar "sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5:7);
3.      Poderá contar com os frutos do Espírito crescendo na sua vida;
4.      Poderá contar com um ou mais dons do Espírito para utilizar, visando o avanço do reino de Deus.
Desse modo, você terá não apenas "esperança no céu", mas terá também "esperança" para cada dia desta vida terrena, a despeito das circunstâncias externas e das dificuldades que possam ser criadas por sua situação. Isto é apenas uma parte do legado espiritual que é nosso, quando "esperamos em Deus" e experimentamos a realidade do "Cristo em ti, a esperança da glória".
O amplo panorama de vida vitoriosa para o qual se abre esta porta da "esperança" é vasto demais para se contemplar, profundo demais para se compreender. Porém, ele aguarda o crente que obedece a ordem de "ter esperança".

                           O Espinho na Carne de Paulo

O apóstolo Paulo conheceu o sofrimento na própria carne Quando contava para o povo de Corinto algumas de suas experiências pessoais engrandecedoras com o Senhor ressuscitado, confessou que tinha um problema físico real: "Para que eu não me engrandecesse demais, foi-me dado um espinho na carne, mensageiro de Satanás para me esbofetear." (II Cor.12:7) Não sabemos exatamente o que era o tal "espinho na carne", mas deve ter sido uma enfermidade física. Podia ter sido alguma espécie de doença de olhos, ou epilepsia; ou, como Sir William Ramsay achava provável, malária. Houve quem sugerisse que poderia ser uma insônia crônica, mas eu acho isso pouco provável. Seja como for, sabemos como ele lidou com esse problema e qual foi a sua atitude subseqüente para com ele: ""Acerca disto, três vezes implorei ao Senhor que o espinho se apartasse de mim. E disse-me: Basta-te a minha graça, pois a minha força se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, para que a força de Cristo repouse sobre mim. Por isso folgo em fraquezas, em afrontas, em necessidades, em perseguições, em angústias por amor de Cristo; pois quando estou fraco, então estou forte." (II Cor. 12:8-10) É claro que Paulo não gostava do espinho na carne. Mas quando soube que não era possível livrar-se dele, parou de gemer e começou a glorificá-lo. Sabia que era a vontade de Deus e que o tormento era uma oportunidade para que ele provasse o poder de Cristo em sua vida. Paulo também sabia o que era sofrer com circunstâncias externas. Ele literalmente se vangloria do sofrimento que suportou nas mãos daqueles que o perseguiam. Foi chicoteado, espancado com varas, apedrejado e naufragou; passou frio e fome; foi atraiçoado pelos amigos.
Qualquer uma dessas circunstâncias teria derrotado a maioria de nós. Todavia, Paulo conclui o seu catálogo de sofrimentos com essas palavras triunfantes, que deveríamos imprimir em nossos corações: "Quando estou fraco, então estou forte." Você conseguiria viver acima de suas circunstâncias, como Paulo viveu? Resistir a um sofrimento tão severo como o dele, por nossa conta, seria impossível. No entanto, juntamente com o apóstolo, podemos dizer: "Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:13)
 TEM CONTINUAÇÃO.
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