quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como Ressuscitar os Mortos...P/01..15/01/2015


Amados amigos e irmãos na vinha do Senhor, permitam-me chamar a sua atenção para um milagre dos mais instrutivos realizado pelo profeta Eliseu, conforme vem registrado no capítulo quatro do segundo livro de Reis. A hospitalidade da sunanita fora recompensada com a dádiva de um filho. Entretanto, todas as bênçãos terrenais são de possessão incerta; depois de alguns dias o menino caiu enfermo e morreu. A mãe angustiada, mas confiante, apressou-se a recorrer ao homem de Deus. Por meio dele Deus lhe fizera uma promessa que atendeu aos anelos do seu coração, e assim ela resolveu pleitear sua causa com ele para que a depusesse diante do seu Mestre e obtivesse para ela uma resposta de paz. A ação de Eliseu está registrada nos seguintes versículos: “Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu. Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao SENHOR. Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu” 2 Reis 4:29-37 . A posição de Eliseu neste caso é exatamente a sua, irmãos, quanto ao seu trabalho por Cristo. Eliseu teve que lidar com um menino morto. É certo que no caso em foco tratava-se de morte natural. Mas a morte com a qual vocês terão que relacionar-se não é menos verdadeira por ser espiritual. Os rapazes e moças das igrejas espalhadas pelo mundo, bem como os adultos, estão “mortos em delitos e pecados”. Queira Deus que nenhum de vocês deixe de compreender inteiramente o estado natural dos seres humanos! Se não tiverem claro senso da completa ruína e da morte espiritual dos seus meninos, não poderão ser uma bênção para eles.
Aproximem-se deles não como se estivessem apenas dormindo, e como se por sua própria capacidade os pudessem despertar; mas sim como de cadáveres espirituais que só podem ser vivificados pelo poder divino. O grande objetivo de Eliseu não era purificar o corpo do defunto, ou embalsamá-lo com especiarias, ou envolvê-lo em linho fino, ou colocá-lo em postura própria, e depois deixá-lo, cadáver ainda. Visava a nada menos que a devolução da vida ao menino.
Caros Pastores e Servos, oxalá jamais se satisfaçam com propósitos que se restrinjam a oferecer apenas benefícios secundários, nem mesmo com a sua concretização.
Lutem pela maior finalidade de todas: a salvação de almas imortais!
Sua ocupação não e consiste simplesmente em ensinar as crianças e os adultos a lerem a Bíblia, nem tampouco em inculcar-lhes os deveres morais, nem ainda em instruí-las na simples letra do
evangelho. A sublime vocação de vocês é a de serem os meios, nas mãos de Deus, para trazer do céu a vida espiritual às almas mortas.
O ensino que ministram no dia do Senhor será um fracasso se as pessoas continuarem mortos no pecado.
No caso do professor secular, o bom aproveitamento demonstrado pela criança quanto aos conhecimentos prova que o professor não se esforçou em vão. Mas quanto a vocês, ainda que aqueles que estão a seu cargo venham a ser respeitáveis membros da sociedade, ainda que se tornem participantes assíduos dos meios da graça, vocês não acharão que as suas súplicas ao céu foram atendidas, nem que se cumpriram os seus desejos, nem que atingiram os seus altos objetivos, a não ser que algo mais tenha sido feito isto é, a não ser que se possa dizer dos seus jovens: “O Senhor os vivificou juntamente com Cristo”.
Portanto, o nosso objetivo é a ressurreição! Ressuscitar os mortos é a nossa missão!
Somos como Pedro em Jope ou como Paulo em Troas; temos ali uma
Dorcas, aqui um Êutico para trazer à vida. Como é possível realizar obra tão singular? Se nos rendermos à incredulidade, ficaremos atônitos pelo fato evidente de que a obra para a qual o Senhor nos chamou está completamente além da nossa capacidade pessoal. Não podemos ressuscitar os mortos. Se nos pedissem para fazer isso, cada um de nós poderia dizer, como o rei de Israel:
“Sou eu Deus, para matar e para vivificar?”.
Contudo, o nosso poder não é menor do que o de Eliseu, pois ele não pôde devolver a vida ao filho da sunamita.
É certo que não somos capazes de fazer palpitar de vida espiritual os corações mortos dos nossos alunos, mas um Paulo ou um Apolo seria igualmente incapaz.
Precisaríamos ficar desanimados por causa disso?
Não servirá, antes, para levar-nos a desprezar o nosso suposto poder pessoal, e conduzir-nos à fonte do nosso verdadeiro poder?
Espero que todos nós já estejamos cientes de que o homem que vive na região da fé, habita no reino dos milagres.
A fé negocia maravilhas, e sua mercadoria consiste de prodígios.

“A fé a promessa vê,
e só a contemplará;
do impossível se ri,
e brada: Assim será!”
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
                FACEBOOK DO EDITOR

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/19..09/01/2015...ULT PARTE.



                 Ressentimento: A Culpa É Sua, Deus

Se vivemos vidas egocêntricas e algo acontece para alterar ou perturbar os planos que fizemos com tanto cuidado, a nossa tendência natural é reagir com impaciência ou ressentimento.
Temos a tendência de culpar a Deus quando as coisas dão errado e a assumir o crédito quando tudo parece estar indo bem. Reagir com ressentimento pode se tornar um meio de vida para nós, e o resultado não é muito atraente. O ressentimento pode estrangular um ser humano. Diz a Bíblia: "A insubmissão mata o tolo e o apaixonamento tira a vida ao simples." (Jó 5:2) Como se desenvolve o ressentimento? Desenvolve-se dentro de um clima de resistência à vontade de Deus para nossas vidas. Os cristãos que têm uma fé forte crescem à medida que aceitam o que quer que Deus permita que entre em suas vidas. Curvam-se à Sua vontade boa e perfeita e tornam-se mais maduros. Num verdadeiro sentido, o caráter cristão é um crescimento, não um dom. Alexander Maclaren, um ilustre pregador de Manchester (1826-1910), escreveu: "O que nos perturba neste mundo não são as dificuldades, mas a nossa oposição às dificuldades. A verdadeira fonte de tudo que aborrece e irrita e desgasta as nossas vidas não está nas coisas externas, mas na resistência de nossas vontades à vontade de Deus expressa pelas coisas eternas." Ressentir-se e resistir à mão disciplinadora de Deus é perder uma das maiores bênçãos espirituais que nós cristãos podemos ter aqui na terra. Seja lá o que for aflições, dificuldades, adversidade, irritação, oposição nós só "aprendemos Cristo" quando descobrimos que a graça de Deus é suficiente para todos os testes. Um poeta desconhecido pergunta:
Se todos os meus anos fossem verão, como eu poderia saber O que meu Senhor quer dizer com Sou "tornado branco como a neve"?
Se todos os meus dias fossem ensolarados, como eu poderia dizer
"na Sua bela terra Ele enxuga todas as lágrimas"?
Se eu jamais me cansasse, como guardaria junto ao coração "Ele dá o sono àqueles que ama"?
Se não tivesse padecimentos, será que não consideraria a vida eterna apenas um sonho sem fundamento?
Meu inverno e minhas lágrimas e meu cansaço, até meus padecimentos podem ser o jeito dEle abençoar. Eu os chamo de males, no entanto, sem dúvida não passam de amor que mostra o Senhor aos meus olhos. Embora Jó tenha sofrido como poucos homens sofreram, ele jamais perdeu de vista a presença de Deus ao seu lado, em meio ao sofrimento. Emergiu vitorioso do outro lado da dor e da provação porque jamais permitiu que o ressentimento toldasse o seu relacionamento com Deus. A atitude que pode vencer o ressentimento é expressa pelo autor aos Hebreus: "Toda correção ao presente, na verdade, não parece ser de gozo, mas de tristeza; depois, porém, dá fruto pacífico de justiça aos que por ela têm sido exercitados." (12:11) O ressentimento é uma das reações às provações e aflições da vida, e nos deixa com uma personalidade amargurada. Existe uma outra reação, que é de piedade aparente.

        Resignação: Enfrentando a Vida com um Suspiro

Todo um gênero de literatura religiosa se desenvolveu a partir deste tipo de atitude "espiritual". Na verdade, a maioria dos cristãos se encontra nesta categoria, numa ou noutra época. Às vezes, achamos que há algo de piedoso em nos resignarmos aos duros golpes da vida. A resignação não é uma virtude que distingue os cristãos. Poderíamos aprender com os escritores pagãos, como os estóicos da Grécia antiga, a aceitar a calamidade com resignação. Em geral, é a maneira mais fácil de reagir, uma espécie de fatalismo ou analgésico – anestesia onde deveria existir ação. A vitória cristã autêntica não está no caminho da mera resignação. Em vez disso, o cristão que cresce vê, como Jó viu, que, embora Deus possa nos ferir (ou permitir que sejamos feridos), "as suas mãos também curam." (Jó 5:18) Ainda bem que o rei Davi não vivia permanentemente "numa boa". Pense só nos Salmos que não conheceríamos, se fosse este o caso. Nos seus escritos, ele deixa ver um lado da sua natureza que nos intriga e inspira.
Em vez de se resignar ao sofrimento, ele falou coisas como: "Por que estás abatida, minha alma?
Por que estás perturbada dentro de mim?
" (Salmos 42:5) Como ele respondeu a essas perguntas retóricas?
 Prosseguiu ele: "Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças pelo auxílio do seu rosto." (vv. 5, 6) Continua a raciocinar consigo mesmo: "De dia Jeová ordenará a sua benignidade, e de noite estará comigo o seu cântico, a saber, uma oração ao Deus da minha vida.
Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim?
" "Por que estás abatida, minha alma?
 Por que estás perturbada dentro de mim?"
Ele mesmo se responde, triunfante: "Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças pelo auxílio do seu rosto." (vv. 5-6) Davi recusava-se a resignar-se às derrotas que, às vezes, ameaçavam derrubá-lo.
Mais de uma vez, tanto na sua vida pessoal quanto na pública, ele parecia ter sido vencido  mas sempre olhava para além do obstáculo ou problema tentando enxergar o próprio Deus. "Elevo os meus olhos para os montes: de onde há de vir o meu socorro? O meu socorro vem de Jeová, que fez o céu e a terra." (Salmos 121: 1,2) Embora Davi possa ter se mostrado triste, confuso ou desanimado em alguns salmos, ele sempre termina numa nota de esperança ou confiança em Deus. Como já ressaltamos, a tristeza, as dificuldades, os sofrimentos e até a perseguição, de uma forma ou de outra, chegam à vida de todo cristão. Não temos um escudo mágico para nos proteger dos problemas. Porém, a resignação pura e simples pode levar-nos a um estado de abatimento. No final das contas, é a nossa atitude que conta a nossa atitude para conosco e para com Deus. Podemos transformar os fardos em bênçãos, ou deixar que os fardos nos enterrem
                                        FACEBOOK DO EDITOR...
                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/18..02/01/2015


                UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/18 ...02/01/2015

Uma pessoa cujo nome é sinônimo de "sofrimento vitorioso" é a prendada e corajosa tetraplégica Joni Eareckson. Vive numa cadeira de rodas, incapaz de fazer qualquer coisa por si mesma e, no entanto, é um dos seres humanos mais vibrantes e belos que já vi. Dividiu conosco o palanque cm muitas de nossas cruzadas, e o seu testemunho do que o Senhor fez por ela, em e durante sua provação, nunca cessa de me espantar e me tornar humilde. Joni emergiu do fogo de sua provação com uma percepção incrivelmente ampla e sensível não apenas quanto ao significado do sofrimento, mas também quanto a todas as grandes verdades teológicas inerentes a este tópico. Joni já teve o seu próprio Armagedom. Sua capacidade de captar as verdades mais profundas e verbalizá-las em termos simples me assombra e inspira. Conheço pouca gente, inclusive alguns de nossos maiores teólogos, que possua uma noção tão prática e abrangente de quem é Deus e do que está fazendo em Seu mundo. Os livros dela e o filme sobre a sua vida, suas apresentações na televisão e sua história publicada na imprensa tocaram milhares de vidas. O seu serviço para Deus é muitas vezes maior do que se jamais tivesse sofrido aquele acidente, ao mergulhar na Baia de Chesapeake.
Kim Wickes, que comparece à maioria de nossas cruzadas, ficou cega na infância porque as retinas de seus olhos foram destruídas quando ela olhou para a explosão de uma bomba. Seu pai tentou matá-la, jogando-a no rio. Desesperado e sem saber mais o que fazer por causa da guerra e da fome, o pai acabou deixando-a num asilo para crianças cegas e surdas em Taegu, Coréia. Mais tarde, foi adotada por uns americanos e começou os anos de estudo e treinamento que resultaram num testemunho em letra e música que encantou milhões. Seus estudos levaram-na às melhores escolas do mundo, inclusive a Viena. Os acontecimentos da vida de Kim podiam ter destruído muitas pessoas, porém, pela graça de Deus, ela triunfou sobre a adversidade.
Hoje em dia, existem milhares de cristãos no mundo todo que estão enfrentando diariamente a dor, a perseguição e a oposição por sua fé. Ficamos sabendo agora de seus triunfos e sobrevivência em muitas partes do mundo. A sua fé em Cristo é profunda e forte. A disposição com que enfrentam a perseguição nos deixa envergonhados. Não compreendo como o corpo humano pode suportar uma perseguição do tipo que estão sofrendo hoje em dia alguns de nossos irmãos e irmãs em Cristo como, por exemplo, em Uganda. Sei apenas que, quando Jesus Cristo está com uma pessoa, esta pode suportar os padecimentos mais profundos e emergir um cristão ainda melhor e mais forte. A questão de como devemos suportar o sofrimento será abordada no capítulo seguinte.

                 O Sofredor Supremo: Jesus Cristo

Será que olhamos para nós mesmos, nossas provações, nossos problemas, quando estamos sofrendo? Será que vivemos segundo as circunstâncias, em vez de acima das circunstâncias? Ou será que olhamos para Aquele que sofreu mais do que podemos conceber?
Em Table Talk (Conversa à mesa), Martinho Lutero disse: "Nosso sofrimento não é digno do nome de sofrimento. Quando considero minhas cruzes, tribulações e tentações, quase morro de vergonha, pensando no que são em comparação com o sofrimento de meu abençoado Salvador, Jesus Cristo." Existem várias coisas na vida de Cristo que revelam o Seu papel como o "servo sofredor", Messias. É impossível reconstituir cada aspecto desta busca por toda a Sua vida, mas considere estas verdades: Em Isaías 53, os sofrimentos do Salvador são descritos com tanta minúcia que o texto pode ser lido quase como se fosse algo escrito por uma testemunha ocular, ao invés de ser a previsão de um homem que o escreveu oitocentos anos antes do fato. Observe que a vida de Jesus começou em meio à perseguição e ao perigo. Ele veio numa missão de amor e misericórdia, enviado pelo Pai. Um anjo anunciou a Sua concepção e deu-Lhe Seu nome. Todos os anjos cantaram um hino glorioso quando Ele nasceu.
Por meio da "estrela" ou meteoro extraordinário, o próprio céu indicou a Sua vinda. Por Si mesmo foi a criança mais ilustre que já nasceu o santo filho de Maria, o Filho divino de Deus. No entanto, mal Ele entrou no nosso mundo e já Herodes decretou a Sua morte e fez de tudo para consegui-ta. Repare, também, que Ele assumiu um papel de profunda degradação. Filho do pai Eterno, Ele tornou-se um bebê feito à semelhança do homem. Assumiu nossa natureza humana com todas as suas enfermidades e fraquezas e capacidade para o sofrimento. Veio como o filho de pais paupérrimos. Toda a Sua vida foi de humilhação voluntária. Veio para servir e ministrar, não para ser servido. Outro aspecto de Seu sofrimento são as suspeitas vis e as deturpações que teve que suportar. "Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam." (João 1:11) Em vez disso, zombaram dEle e O trataram com desdém. Foi "desprezado e rejeitado" pela maioria deles. Trataram-no como um transgressor da lei de Deus, alguém que desrespeitava o Sábado, uma pessoa pecaminosa – um beberrão, um alcoólatra, alguém associado a marginais e pecadores notórios. Repare também que Ele esteve constantemente exposto à violência pessoal. No começo de Seu sacerdócio, Seus próprios conterrâneos de Nazaré tentaram jogá-lo montanha abaixo. (Lucas 4:29) Os líderes religiosos e políticos muitas vezes conspiraram para prendê-Lo e matá-Lo. Finalmente, acabou sendo preso e levado a julgamento ante Pilatos e Herodes. Muito embora fosse inocente das acusações, foi denunciado como inimigo de Deus e do homem, e indigno de viver. Os sofrimentos de Jesus também incluíram as ferozes tentações do demônio. Isto foi vividamente descrito em Mateus 4:1: "E então foi levado Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo." Lembre-se, também, que Ele sabia, antecipadamente, o que O esperava, e isto aumentou ainda mais o Seu sofrimento. Conhecia o conteúdo do cálice que tinha de beber; conhecia a trilha de padecimentos que tinha que percorrer.
Podia enxergar claramente o batismo de sangue que O esperava. Falou claramente a Seus discípulos da morte próxima pela crucificação. Jesus, o sofredor supremo, veio para sofrer por nossos pecados. Como resultado de Seus padecimentos, nossa redenção ficou assegurada. O que o sofredor divino exige de nós? Apenas nossa fé, nosso amor, nosso louvor agradecido, nossos corações e vidas consagrados. Será demais para se pedir? O Cristo vivendo em nós permitirá que vivamos acima de nossas circunstâncias, não importa o quão dolorosas sejam. Talvez você que está lendo estas palavras encontre-se quase esmagado pelas circunstâncias que está enfrentando no momento. Pergunta-se quanto ainda poderá agüentar. Mas não se desespere! A graça de Deus é suficiente para você e permitirá que supere as suas provações. Que esta seja a sua confiança: "Quem nos separará do amor de cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? (...) Em tocas estas coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou." (Rom. 8:35-37)

                         O QUE FAÇO COM A MINHA DOR?

A dor, o megafone de Deus, pode me afastar dEle. Posso odiar a Deus por permitir tal miséria. Por outro lado, pode me levar a DEUS.
NEM SEMPRE somos consistentes em nossas reações ao sofrimento pessoal. Com um tipo de aflição, somos capazes de agüentar firme e seguir em frente. Com um outro golpe da vida, parecemos desmontar.
Nossas Reações São o Resultado de Nossas Convicções
Lorde George Gordon Byron e Sir Walter Scott foram talentosos escritores e poetas que viveram no fim do século XVIII e começo do século XIX. Ambos eram mancos. Byron se ressentia amargamente de sua deficiência e vivia se queixando da sua sina. Nunca se ouviu Scott reclamar do seu problema. Certo dia, Scott recebeu uma carta de Byron que dizia: "Daria a minha fama para ter a sua felicidade."
O que fez a diferença nas suas reações ao sofrimento e suas atitudes para com suas deficiências? Byron era um homem que se orgulhava do seu estilo de vida dissoluto. Os seus padrões morais eram duvidosos. Scott, por outro lado, era um fiel cristão, cuja vida corajosa exemplificava os seus padrões e valores cristãos. Para o cristão, a reação ao sofrimento deve ser influenciada por seu conceito do que Jesus Cristo suportou por ele na cruz e na sua compreensão da vontade de Deus para ele em sua dor, não importa qual a sua fonte ou intensidade. A vida cristã é uma vida livre da penalidade do pecado no que diz respeito ao julgamento, mas não é livre dos resultados do pecado. Por causa da desobediência no Paraíso, o pecado invadiu o universo perfeito de Deus e daí o sofrimento inevitável que encontramos durante a nossa peregrinação humana – o sofrimento que terminará, no que diz respeito ao cosmos, no Armagedom. Nesse meio-tempo, não estamos livres de aflições, doença, transtornos emocionais, problemas financeiros e todo o espectro do sofrimento humano.
              
             Cristo Nunca Prometeu Uma Vida Fácil.

Jesus Cristo falou francamente a Seus discípulos sobre o futuro Nada ocultou deles. Ninguém pode acusá-lo de logro ou de fazer falsas promessas. Em linguagem inconfundível, Ele lhes disse que o discipulado significava uma vida de abnegação, carregando uma cruz. Pediu-lhes que contassem os custos com cuidado, para que depois não dessem meia-volta ao encontrar o sofrimento e a privação. Jesus disse a Seus seguidores que o mundo os odiaria. Eles seriam presos, flagelados, e levados perante governadores e reis. Até mesmo os seus entes queridos os perseguiriam. Como o mundo O odiava, trataria mal a Seus servos. Ele também advertiu: "Ainda mais vem a uma hora em que todo o que vos mata julgará oferecer um culto a Deus." (João 16:2) Sendo assim, o cristão deve esperar conflito, não uma vida fácil e gostosa. Ele é um soldado e, como já foi dito, o seu capitão jamais lhe prometeu imunidade dos percalços da batalha.
Muitos dos primeiros seguidores de Cristo ficaram desapontados com Ele, pois a despeito de Suas advertências, esperavam que Ele subjugasse seus inimigos e instalasse um reinado político no mundo. Quando se viram face a face com a realidade, "se retiraram, e não andavam mais com ele". (João 6:66) Porém, os verdadeiros discípulos de Jesus sofreram por sua fé. Sabemos que os primeiros cristãos rejubilavam-se quando iam ser mortos, como se estivessem indo para um banquete de núpcias. Banhavam as mãos no fogo aceso para queimá-las e gritavam de alegria. Um dos historiadores da época, ao testemunhar o heroísmo deles, escreveu: "Ao amanhecer o dia da vitória, os cristãos marchavam em procissão da prisão para a arena como se estivessem marchando para o céu, com fisionomias alegres marcadas pelo contentamento, e não pelo medo." Tácito, um historiador romano, escrevendo sobre os primeiros mártires cristãos, falou: "Acrescentavam-se à sua morte zombarias de todo o tipo. Cobertos com peles de animais, eles eram feitos em pedaços pelos cães e pereciam, ou eram pregados em cruzes, ou lançados às chamas e queimados, para servir de iluminação noturna, quando o dia terminava. Nero oferecia seus jardins para o espetáculo." Como eram verdadeiras as palavras de Paulo aos primeiros cristãos: "Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus." (Atos 14:22)
Alguém já disse que estas são as "contradições permitidas" de Deus em nossas vidas. Todavia, existe uma diferença drástica entre a vontade permissiva de Deus e a Sua vontade perfeita para nossas vidas. Nós nos desviamos daquela vontade perfeita quando Adão escolheu a desobediência a Deus no Paraíso. Quando a vida nos desfecha seus golpes, podemos reagir com ressentimento, resignação, aceitação ou boas-vindas. Somos os exemplos vivos de nossas reações.
TEM CONTINUAÇÃO.
                                        FACEBOOK DO EDITOR...

                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/17..01/12/2014

             

                   Estêvão, o Primeiro Mártir

Como pode uma bênção advir de um assassinato? Estêvão foi outro personagem do Novo Testamento que sofreu e morreu pela causa de Cristo, e o seu martírio resultou em progresso para o Evangelho.
Estêvão foi escolhido dentre os primeiros dos discípulos em Jerusalém para cumprir a tarefa de diácono. No seu ministério, assim como no dos próprios apóstolos, "divulgava-se a palavra de Deus, e se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém; também muitos dos sacerdotes obedeciam à fé." (Atos 6:7) Estêvão era "um homem cheio da graça e poder de Deus", cujo testemunho logo começou a fazer efeito. Como resultado, começou a enfrentar oposição. Qualquer pessoa que assuma audaciosamente o Senhor Jesus Cristo encontrará uma forte resistência. "Disputavam, com Estêvão; e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava." (Atos 6:9, 10) O resultado de tudo isso foi que os líderes religiosos instigaram o povo a levar Estêvão para ser julgado pelo Conselho. Testemunhas mentirosas lhe lançaram acusações falsas e ele foi sentenciado á morte por apedrejamento.
Quando estava morrendo, Estêvão ergueu os olhos e declarou que via Jesus à mão direita de Deus. Isso enfureceu a turba de tal modo que apedrejaram Estêvão com mais violência ainda. "Apedrejavam a Estêvão que invocava o senhor e dizia: 'Senhor Jesus, recebe o meu espírito.' Ele, ajoelhando-se, clamou em alta voz: 'Senhor, não lhes imputes este pecado.' Tendo dito isto, adormeceu." (Atos 7:59, 60)
Temos algo de interessante a acrescentar a esta história. Um homem chamado Saulo viu acontecer esse assassinato sangrento. Tornar-se-ia mais tarde, é claro, o apóstolo Paulo. Creio que a conduta de Estêvão durante o seu julgamento, seu sermão emocionante, e o seu martírio corajoso, podem ter sido os fatores que depois influenciaram Saulo a se voltar, ele mesmo, para Cristo.

            Jó: Não É um Santo das Horas Boas

Dos muitos santos sofredores do Antigo Testamento, dois se destacaram para mim: um deles é quase uma ilustração clássica do sofrimento. É comum falarmos em "paciência de Jó" e com isso estamos nos referindo à maneira paciente como suportou o sofrimento cruciante que foi exortado a experimentar. A sua atitude triunfante é ainda mais espantosa quando nos damos conta do que aconteceu a ele. O seu sofrimento era mais do que simplesmente físico:
1.      Ele perdeu a saúde;
2.      Perdeu a fortuna;
3.      Perdeu os filhos.
Jó ficou reduzido a sentar-se em meio aos escombros da sua vida, antes próspera. E depois da perda de tudo que valia a pena na sua vida, ele ainda pôde dizer: "Eis que me matará; não esperarei. Contudo, defenderei os meus caminhos diante dele." (Jó 13:15) Mais tarde, fez essa declaração impressionante: "Sei porém que o meu Redentor vive, e o que vem depois de mim se levantará em pé sobre o pó." (Jó 19:25) Tais palavras saíram da boca de um homem esmagado mental e fisicamente pelo sofrimento que suportara nas mãos de Satanás. Depois dos piores de seus padecimentos, a sua mulher lhe disse: Conservas tu ainda a tua integridade? Renuncia a Deus e morre. A despeito dessas palavras fortes, Jó replicou: Estás falando como fala uma mulher tola. Quê? Receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?
Continuamos lendo a Bíblia, e vemos que, "em tudo isso, não pecou Jó com os seus lábios." (Jó 2:9,10) Jó não era perfeito. Repare que a Bíblia diz que ele não pecou "com os seus lábios"! Todavia, ele é um modelo impressionante para seguirmos em nossa atitude para com o sofrimento.
A despeito de suas dificuldades, podia dizer: "DEUS deu, e DEUS tirou; bendito seja o nome de DEUS." (Jó 1:21) O Livro de Jó não resolve o problema do sofrimento, mas ensina lições valiosas. Primeiro, torna claro que os inocentes sofrem juntamente com os culpados, e que a virtude nem sempre é recompensada aqui na terra. Os sofrimentos de Jó eram imerecidos. Ele rejeitou as acusações de seus três amigos e manteve a sua integridade. Deus tampouco o acusou de ter agido mal.
Depois, a história nos ajuda a distinguir entre o sofrimento de retribuição e o disciplinar. Deus não estava punindo Jó, mas sim testando a sua fé e apurando o seu caráter. Jó saiu da sua provação um homem melhor e mais sábio. A história de Jó tem uma conclusão gloriosa. Você pode achá-la no capítulo 42 de Jó, mas eis aqui os pontos altos: Depois que Jó orou por seus amigos (aqueles que o difamaram durante a sua provação), o Senhor o tornou próspero de novo e deu-lhe o dobro do que possuía antes. Todos os seus irmãos e irmãs... confortaram-no e consolaram-no pelos padecimentos que o Senhor lhe enviara... O Senhor abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira. (vv.10-12) Que testemunho é Jó da fidelidade máxima de Deus a Seus próprios filhos! No seu livro Where Is God When It Hurts? (Onde está Deus quando dói?), escreve Phillip Yancey: "Satanás provocara Deus com a acusação de que os humanos não são verdadeiramente livres, porque Deus reforçara as recompensas de Jó para que ele escolhesse a Seu favor. Será que Jó era fiel porque Deus lhe concedera uma vida tão próspera? O teste provou que não. Jó é um exemplo eterno daquele que se manteve fiel a Deus, embora o seu mundo tenha desabado e parecesse que o próprio Deus se voltara contra ele. Jó se apegou à justiça de Deus quando, aparentemente, era o melhor exemplo na história de uma pretensa injustiça de Deus. Ele não buscou o Doador por causa de seus dons; quando todos os dons foram retirados, ele ainda buscava o Doador."

                          Da Prisão ao Palácio

Existe um outro personagem do Antigo Testamento que nos oferece uma ilustração do sofrimento: José. Seus irmãos tramaram a sua morte e o venderam como escravo. Ainda criança foi separado de sua família e mandado para um país estranho. Quando era rapaz, foi acusado falsamente de tentar seduzir a mulher de seu senhor, e, como conseqüência, foi lançado à prisão. Esses acontecimentos eram o bastante para levar qualquer homem ao desespero. Disse alguém: "Deus não usa ninguém além dos seus limites, a não ser depois que o tenha feito em pedaços." José passou por mais tristezas do que todos os filhos de Jacó, no entanto, foi fiel. A sua fidelidade no sofrimento levou-o a ser o primeiro-ministro do Egito. Como resultado de sua posição e poder, conseguiu salvar a sua família da fome. Por este motivo, disse dele o Espírito Santo: "José é um ramo frutífero, um ramo frutífero junto à fonte; e seus raminhos se estendem sobre o muro." (Gên.49:22) É preciso o sofrimento para ampliar a alma.
                 
            O Sofrimento em Nosso Mundo Moderno

É interminável a lista dos que sofreram por Cristo, desde os dias da primeira igreja. Lemos histórias tanto de católicos quanto de protestantes que, em séculos passados, padeceram terrivelmente por lealdade à sua fé. A maioria desses valentes cristãos morreu sob tortura e foi submetida a tratamentos desumanos que vão além da imaginação. Mas não é preciso irmos muito longe na História. O século XX foi testemunha de alguns dos exemplos mais espantosos de sofrimento em massa na história da raça humana. Milhões sofreram e morreram em duas catastróficas guerras mundiais, com milhões mais perecendo em diversas outras guerras e revoluções. Vários anos atrás visitei o notório campo de concentração nazista em Auschwitz, onde vários milhões de pessoas (tanto judeus quanto gentios) foram impiedosamente chacinados. Nem consigo descrever o horror e a revulsão que me dominaram enquanto caminhava por aquele terrível monumento à desumanidade do homem para com o homem.
Além disso, o nosso século tem testemunhado, repetidamente, cenas incríveis de fome e inanição em massa em muitas partes do mundo.
Nenhum cristão sincero pode ficar indiferente a acontecimentos tão trágicos. A sina desesperada dos pobres e famintos, a tolerância de tantos para com a injustiça social e econômica, o aumento descabido de armas de destruição em massa estes e inúmeros outros problemas demonstram vividamente que vivemos num mundo em que a maldade e o sofrimento não apenas são reais, como crescem a cada momento. Esses problemas também desafiam todos os cristãos a orar e trabalhar para mitigar o sofrimento e a combater as causas desses problemas, sempre que possível. Como cristãos, sabemos que todo o sofrimento e a maldade jamais serão eliminados de nosso mundo antes do retorno de Cristo. Mas também sabemos que Cristo ordena que façamos tudo o que for possível para demonstrar o Seu amor por todos aqueles que sofrem. Devemos lutar contra o mal e a injustiça e trabalhar em nome de Cristo pelo bem dos outros. Porém, o sofrimento afeta todos os tipos e classes de indivíduos, todos os dias. Podemos encontrar à nossa volta o sofrimento sob dezenas de formas. Basta ir aos cortiços de Nova York, aos hospitais de qualquer cidade, ou aos lares tragicamente desfeitos. Converse com os milhões de crianças que estão vivendo com apenas um dos pais, ou sem nenhum dos dois. Converse com as dezenas de milhares de pacientes que foram avisados que estão com câncer ou moléstias cardíacas. Converse com as vítimas de assaltos, estupros e outros crimes que ocorrem diariamente em quase todas as cidades. Vá às prisões e fale com os prisioneiros que estão pagando o preço amargo por seus erros. Converse com os pastores que estão de coração partido porque os membros de sua congregação professam uma coisa e vivem outra. O mundo todo está pedindo socorro.
TEM CONTINUAÇÃO.
                                        FACEBOOK DO EDITOR...

                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

terça-feira, 21 de outubro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/16..21/10/2014

           

                            As Irritações de Paulo

O apóstolo Paulo foi exortado a sofrer por Cristo, mas, ao longo de todo o seu sofrimento, só resistiu porque teve o apoio do Espírito Santo. Não apenas foi exortado a sofrer fisicamente, mas também conheceu o sofrimento mais sutil de bancar o idiota diante dos outros homens. Ele descreve as suas experiências em 1 Coríntios 4:9-13: "Pois penso que Deus nos tem posto a nós, os apóstolos, pelos últimos, como sentenciadas à morte; somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos estultos por amor de Cristo, mas vós sábios em Cristo; nós somos fracos, mas vós forres; vós honrados, mas nós desprezadas. Até esta padecemos fome, e sede, e nudez, e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos; quando vilipendiadas, bendizemos; perseguidos, sofremos; difamados, rogamos; somos feitos como refugo do mundo, como escória de tudo até agora." Paulo nos fala, em II Coríntios, das tribulações, dificuldades, espancamentos, insônia e outros sofrimentos que os servos de Deus eram exortados a suportar. Ao pensar em suas responsabilidades como missionário cristão, disse ele: "Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, o cuidado de todas as igrejas." (II Cor. 11:28) Como a preocupação de Paulo com as igrejas ressalta vividamente a grande pressão que sofrem as lideranças cristãs! As responsabilidades do ministério muitas vezes podem ser esmagadoras. Falando humanamente, podem levar à solidão, depressão e, muitas vezes, ao desânimo. Porém, no meio disto tudo, está a graça ilimitada de Deus e Sua paz, que ultrapassa toda a compreensão.
Ser um clérigo numa época dominada pelos meios de comunicação acarreta pressões que o cristão comum nem sequer imagina. No meu caso em particular, houve épocas em que as pressões mentais, físicas e espirituais tornaram-se tão grandes que quase desejei que o Senhor me levasse logo para casa. Já tive vontade de fugir ou sumir. Mas sei que Deus me chamou para as minhas responsabilidades, e devo ser fiel. Mais perigoso do que fazer um pronunciamento infeliz é a possibilidade de você ser mal-interpretado. As pessoas colocam os cristãos num pedestal, mas, ao menor erro, eles são imediatamente culpados e muitas vezes ridicularizados pelos outros cristãos. Isso é parte do que Paulo quis dizer quando falou do "cuidado de todas as igrejas" repousando sobre ele. Esta pressão foi ainda maior do que os sofrimentos físicos que ele suportou. Muitas vezes me perguntei o que teria acontecido no ministério do Senhor Jesus Cristo, se a televisão existisse naquela época. O que teriam feito, por exemplo, com a ressurreição de Lázaro ou a cura de Bartimeu ou a alimentação dos cinco mil? Podemos nunca ser exortados a sofrer como Paulo. Mesmo assim, podemos bem nos jubilar com uma atitude como a dele: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; derribados, mas não destruídos." (II Coríntios 4:8, 9) Deus nunca enviou nenhuma dificuldade para a vida de Seus filhos sem as ofertas conjuntas de ajuda nesta vida e recompensa na vida futura. Sejam quais forem as aflições que cheguem à nossa vida, nosso Senhor entra no vale conosco, levando-nos pela mão, até mesmo nos carregando, quando é necessário.

                     Eis aqui um versículo para decorar e repetir:

"Não vos tem sobrevindo tentação que não seja comum aos homens; mas Deus é fiel, o qual não permitirá que sejais tentado além das vossas forças, mas também com a tentação proverá o meio de saída para poderdes suportá-la." (I Coríntios 10:13)

              VIVENDO ACIMA DE SUAS CIRCUNSTÂNCIAS

Não oro pedindo um fardo mais leve, mas sim costas mais fortes.
PARA AQUELES que enxergaram, a cegueira pode ser uma deficiência esmagadora. Durante a maior parte de seus 95 anos na terra, Fanny Crosby foi cega. No entanto, teve a profunda percepção espiritual para compor hinos cristãos clássicos como "Salva pela Graça", e centenas de outros hinos e canções evangélicas que inspiraram e confortaram os cristãos por uma centena de anos. Mais recentemente, Ken Medema, o cantor e compositor cego cujas melodias extravagantes e letras felizes o tornaram querido em todos os Estados Unidos, transformou a sua deficiência numa celebração alegre da bondade de Deus. John Milton escreveu o imortal Paraíso perdido como resultado da desgastante experiência da cegueira. Esse clássico glorifica e exalta a grandeza de Deus. O famoso missionário para os índios americanos, David Brainerd, e o destacado pastor escocês Robert Murray McCheyne sofriam de moléstias pulmonares e morreram antes de completar 30 anos. No entanto, embora tão jovens, firmaram-se na vanguarda do serviço cristão e foram reconhecidos por sua vida santa. Louis Pasteur, o químico francês que descobriu o processo de eliminação de germes chamado de "pasteurização", era semiparalítico e sujeito a ataques epilépticos. Nunca desistiu da sua busca de soluções para as moléstias que grassavam na época em que vivia. É possível que, se tivesse gozado de boa saúde, tivesse trocado suas pesquisas por um trabalho mais lucrativo. Devido à surdez progressiva, Beethoven foi forçado a abandonar sua carreira de pianista e concentrar-se na composição musical. Como resultado, tornou-se um dos maiores compositores de todos os tempos. Estou convencido de que existe uma bênção no sofrimento. Nem sempre é possível enxergar a bênção no problema determinado que estamos enfrentando, mas o sofrimento pode e deve servir a um propósito positivo.
A despeito de suas deficiências e dores, as pessoas a quem acabamos de nos referir alcançaram grandes coisas para o benefício da humanidade porque aprenderam a viver acima de suas circunstâncias, superando-as. Com a ajuda de Deus, podemos fazer o mesmo. Todos temos problemas na vida, em escala maior, ou menor. Como disse o music man, "há encrencas em River City". As provações deixam umas pessoas amargas, e outras melhores. Qual a diferença? O salmista oferece a resposta no Salmo 43:5. A diferença é a fé em Deus. "Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus."
                                          
                         A Estrada da Esperança

O apóstolo Paulo era um grande expoente de esperança. "Cristo em ti, a esperança da glória." (Col.1:27) Ao escrever tais palavras, ele coloca nossas esperanças em Cristo. E que melhor esperança do que o Cristo "em você"? Se Ele está no seu coração, traz Consigo todas as bênçãos do Seu Espírito: amor, alegria, paz e os outros frutos positivos que serão aparentes na vida daquele que crê (Gál. 5:22,23). Ao escutar a mensagem dos versículos da Santa Escritura, o cristão pode vislumbrar como sua vida pode ser, se for verdadeiramente entregue ao controle de Cristo. Pense em algumas implicações de ter Cristo com você:
1.      Você jamais ficará sozinho de novo;
2.      Poderá lançar "sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5:7);
3.      Poderá contar com os frutos do Espírito crescendo na sua vida;
4.      Poderá contar com um ou mais dons do Espírito para utilizar, visando o avanço do reino de Deus.
Desse modo, você terá não apenas "esperança no céu", mas terá também "esperança" para cada dia desta vida terrena, a despeito das circunstâncias externas e das dificuldades que possam ser criadas por sua situação. Isto é apenas uma parte do legado espiritual que é nosso, quando "esperamos em Deus" e experimentamos a realidade do "Cristo em ti, a esperança da glória".
O amplo panorama de vida vitoriosa para o qual se abre esta porta da "esperança" é vasto demais para se contemplar, profundo demais para se compreender. Porém, ele aguarda o crente que obedece a ordem de "ter esperança".

                           O Espinho na Carne de Paulo

O apóstolo Paulo conheceu o sofrimento na própria carne Quando contava para o povo de Corinto algumas de suas experiências pessoais engrandecedoras com o Senhor ressuscitado, confessou que tinha um problema físico real: "Para que eu não me engrandecesse demais, foi-me dado um espinho na carne, mensageiro de Satanás para me esbofetear." (II Cor.12:7) Não sabemos exatamente o que era o tal "espinho na carne", mas deve ter sido uma enfermidade física. Podia ter sido alguma espécie de doença de olhos, ou epilepsia; ou, como Sir William Ramsay achava provável, malária. Houve quem sugerisse que poderia ser uma insônia crônica, mas eu acho isso pouco provável. Seja como for, sabemos como ele lidou com esse problema e qual foi a sua atitude subseqüente para com ele: ""Acerca disto, três vezes implorei ao Senhor que o espinho se apartasse de mim. E disse-me: Basta-te a minha graça, pois a minha força se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, para que a força de Cristo repouse sobre mim. Por isso folgo em fraquezas, em afrontas, em necessidades, em perseguições, em angústias por amor de Cristo; pois quando estou fraco, então estou forte." (II Cor. 12:8-10) É claro que Paulo não gostava do espinho na carne. Mas quando soube que não era possível livrar-se dele, parou de gemer e começou a glorificá-lo. Sabia que era a vontade de Deus e que o tormento era uma oportunidade para que ele provasse o poder de Cristo em sua vida. Paulo também sabia o que era sofrer com circunstâncias externas. Ele literalmente se vangloria do sofrimento que suportou nas mãos daqueles que o perseguiam. Foi chicoteado, espancado com varas, apedrejado e naufragou; passou frio e fome; foi atraiçoado pelos amigos.
Qualquer uma dessas circunstâncias teria derrotado a maioria de nós. Todavia, Paulo conclui o seu catálogo de sofrimentos com essas palavras triunfantes, que deveríamos imprimir em nossos corações: "Quando estou fraco, então estou forte." Você conseguiria viver acima de suas circunstâncias, como Paulo viveu? Resistir a um sofrimento tão severo como o dele, por nossa conta, seria impossível. No entanto, juntamente com o apóstolo, podemos dizer: "Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:13)
 TEM CONTINUAÇÃO.
                                        FACEBOOK DO EDITOR...

                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/15..26/09/2014


                UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/15 ...26/09/2014

Disse Jesus, no Seu Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:10) O que queria Ele dizer? Jesus podia estar incluindo a "controvérsia" que os cristãos encontram no mundo, simplesmente porque há as pessoas mundanas que vêem um estilo de vida diferente que distingue os crentes como alienígenas na sociedade moderna. Isso faz com que o não-cristão se sinta culpado ou hostil. O quão diferente você é? Existe algo que o distinga do secularista, do agnóstico, do ateu? Na sua parábola do semeador, Jesus descreve aqueles que não conseguem manter a sua posição íntegra: "Mas não tem em si raiz, antes é de pouca duração; e sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo sé escandaliza." (Mateus 13:21, o grifo é meu) No entanto, Jesus deixa claro que há uma recompensa pela fidelidade, face à perseguição ou à privação.
"Em verdade vos digo", falou Jesus a Pedro, "que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do Evangelho, que não receba já, no presente o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguições e no mundo vindouro a vida eterna." (Marcos 10:29, 30) Em termos muito simples, Jesus lembra a Seus discípulos, em João 15:20: "Lembrai-vos das palavras que eu vos disse: O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós." Quando somos perseguidos por nossa fé, estamos em boa companhia!
                               
                    Perseguição por Insultos

Jesus também advertiu a Seus seguidores: "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mateus 5:11) Da mesma forma, escreveu o apóstolo Pedro: "Se sois vituperados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois; porque o Espírito da glória, e de Deus, repousa sobre vós." (l Pedro 4:14) Muitas vezes, os insultos ocorrem como resultado do estilo de vida cristão, que é diferente daquele do mundo secular. O que se quer dizer com estilo de vida? No mundo todo, a igreja está dando muita atenção a esse assunto. Um cristão britânico, em Oxford, um homem idoso, contou-me que, quando rapaz, era considerado pecado um cristão jogar, beber, dançar, ir ao cinema, ou para uma moça cristã se maquiar. Ele disse que aquele era o "legalismo" daquela geração. Prosseguiu dizendo que o novo legalismo desta era compreende um "estilo de vida". A nova voga diz que, se você possui um carro decente, usa boas roupas ou aprecia alguns dos confortos básicos da vida, a sua postura cristã pode ser "julgada" por outros cristãos. Creio que isto é tão legalístico quanto dizer que uma moça cristã não deve se maquiar. Eu acredito que estilo de vida, no sentido bíblico, significa que o cristão não pratica coisas como a mentira, a desonestidade, a cobiça, o ciúme, o orgulho, o preconceito.
Não tolera a injustiça social. É dominado pelo amor, alegria e paz na sua vida interior. Ama o próximo genuinamente. Defende posições impopulares em questões morais e sociais. Deus lhe dá a graça de perdoar os que o tenham ofendido. Sabe ser firme nos seus conceitos teológicos, morais e éticos, mas é tolerante para com aqueles que têm outra opinião sincera. Creio que este é o estilo de vida básico a que se refere a Escritura. Os estilos de vida exteriores são "relativos" de um país para o outro e de cultura para cultura.
                   
                  Perseguidos com Boatos e Calúnias

Da sutileza dos insultos para os boatos e calúnias é só um passo. Estou falando aqui das atitudes dirigidas contra os cristãos pelos não-cristãos. A discriminação pode ser forte contra o cristão que "vive ativamente" as suas crenças.
"Nenhum de vós, porém, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas se padeceis como cristão, não vos envergonheis, antes glorificai a Deus neste nome." (l Pedro 4:15,16) Jesus falou: "Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:25) Se Jesus sofreu perseguição e tormentos, como podemos nós, Seus seguidores, esperar fugir a isso? Paulo soube o que era encontrar a inveja e o ódio do povo em Antioquia. Quando a multidão se reuniu para ouvi-lo pregar, os líderes religiosos "encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava". (Atos 13:45) Pedro profetizou o mesmo tipo de tratamento para o cristão. "Nisto estranham que não concorrais com eles no mesmo excesso de dissolução, falando mal de vós." (I Pedro 4:4). Será que existe um estudante cristão numa faculdade ou universidade que não tenha sofrido injúrias verbais porque não quis se unir aos colegas numa "festinha de embalo"? Será que existe um empresário cristão que nunca perdeu uma conta porque não aceitou "algum" por baixo dos panos? Será que existe um operário cristão que não tenha sido ridicularizado por alguns de seus colegas por não trapacear no serviço, preferindo viver só com o seu salário? Será que existe um caixeiro-viajante que seja honesto que não tenha sido alvo de risadas ou algum tipo de chacota por seus colegas vendedores, devido à sua honestidade? Paga-se o preço por ser um verdadeiro discípulo de Cristo de mil maneiras sutis.
                                 
                      Falsas Acusações

Jesus disse a Seus discípulos: "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mateus 5:11) Repare na palavra "mentindo". Já nos acostumamos com o desprezo das pessoas que não são cristãs, pois, como nossa vida deve corresponder à nossa profissão, torna-se incompatível uma convivência harmoniosa com esse mundo degenerado. Mas Jesus está se referindo a falsas acusações. O próprio Jesus foi vítima de falsas acusações no seu julgamento. Foi acusado de blasfêmia diante do Conselho Judaico e sedição ao enfrentar Pôncio Pilatos. Ambas as acusações eram falsas. Os apóstolos Pedro e João foram falsamente acusados quando os levaram perante o Conselho (ou Sinédrio). Foram chamados de "malfeitores" quando, na verdade, seu único "crime" tinha sido curar um aleijado em nome do Senhor Jesus. (Atos 4:12-18). Estêvão, o primeiro mártir cristão, enfrentou acusações falsas quando, também ele, foi citado perante o Conselho (Atos 7). Em Filipos, Paulo e Silas também foram acusados injustamente, espancados e lançados à prisão (Atos 16). A mesma coisa voltou a acontecer com Paulo repetidas vezes, nas suas viagens missionárias posteriores. Se os apóstolos e outros dos primeiros líderes religiosos foram falsamente acusados por causa de sua fé, como podemos nós, cristãos de hoje, esperar fugir às falsas acusações e à mágoa que tais ataques podem trazer a nossas vidas?    
                        
           Rejeição por Parte dos Outros   

Uma das formas de perseguição que provavelmente mais nos magoa é a rejeição. Basicamente, todos queremos ser aceitos e amados. Em vez disso, podemos sentir-nos desprezados e alijados. O próprio Jesus é o exemplo supremo da experiência da rejeição. "Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens." (Isaías 53:3) "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. (João 1:11) Em Mateus 10:14, Ele disse a Seus discípulos: "Se alguém não vos receber bem, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés." Muitas vezes, Paulo e seus missionários foram perseguidos ao entrar em diversas cidades, nas suas viagens evangélicas. Todavia, Paulo seguiu os conselhos do Mestre sobre como lidar com a rejeição, e devemos fazer o mesmo. Sacuda o pó dos pés e siga o seu caminho. A rejeição não deve levar ao desalento,
Samuel Rutherford, o santo pastor e teólogo escocês, disse certa vez: "É através de muitas aflições que entramos no reino de Deus... É loucura pensar em esgueirar-se para o céu sem um arranhão."
            
         Ódio da Parte dos Outros e Até da Família

Os cristãos não devem se preparar apenas para enfrentar a rejeição e o ódio no mundo, mas também no seio da sua família. Em Mateus 10:21-23, Jesus falou a seus discípulos: "Irmãos entregarão à morte a irmãos, e pais a filhos: filhos se levantarão contra seus pais, e os farão morrer. Sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas quem persevera até o fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra." Esta previsão provou ser verdadeira muitas vezes, ao longo da História. Como descreve bem a situação de cristãos em regimes ateus opressivos, onde os pais atraiçoam os filhos e o irmão delata o irmão! Samuel Rutherford estava se referindo a este tipo de sofrimento, quando escreveu: "Não penso muito numa cruz, quando todos os filhos da casa choram comigo e por mim; e sofrer quando apreciamos a comunhão dos santos não é muito; mas é duro quando os santos se rejubilam com o sofrimento dos santos e os redimidos magoam (é verdade, chegam até odiar) os redimidos." Os membros da família não convertidos, assim como a sociedade de um modo geral, às vezes odeiam aquele que abraçou o Evangelho. Em minhas viagens, conheci muita gente que sofreu ante a hostilidade amarga de parentes consangüíneos. Eu estava num avião no Extremo Oriente, quando um dos comissários de bordo perguntou se podia falar comigo. Exibia um amplo sorriso, quando falou: Há dois anos que sou cristão. Venho de família não-cristã, pertencente a uma seita que se opunha ao cristianismo. No entanto, há anos que eu vinha buscando alguma coisa, que não sabia ao certo o que era. Certo dia, ouvi um pastor falando de Jesus Cristo. Era isso o que eu vinha buscando a minha vida toda. Aceitei Cristo, fui para casa e falei a meus pais, irmãos e irmãs sobre a minha fé recém-descoberta.
Eles me espancaram e me puseram para fora de casa. Todavia, continuei a testemunhar para eles e agora, folgo em dizer, são todos cristãos.
Em João 15:18-21, Jesus descreve por que o mundo, e até mesmo a família descrente do cristão, toma esta atitude para com o fiel seguidor de Cristo. Pode alguém perguntar o que quero dizer com "mundo". Esta palavra tem diversos significados na Bíblia. No presente contexto, quer dizer o sistema mundial, a ordem política e social organizada longe de Deus e muitas vezes dominada pelo mal. Disse Jesus a Seus discípulos:
"Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós me tem aborrecido a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era vosso; mas como não sois do mundo, antes vos escolhi eu do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos das palavras que vos disse: O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir. Se guardaram as minhas palavras, também hão de guardar as vossas. Mas todas estas cousas vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que me enviou." Todavia, não há necessidade de ficarmos deprimidos pelas provações que teremos que enfrentar ou pelo medo da perseguição. Como cristãos, acho que, às vezes, tendemos a esquecer que temos um companheiro em nossas lutas. Isso me faz lembrar de uma história que Ann Landers publicou na sua coluna, que é reproduzida em vários jornais do mundo: Certa noite, sonhei que estava passeando na praia com o Senhor. Muitas cenas da minha vida eram projetadas no céu. Em cada cena, reparei nas pegadas na areia. Às vezes, havia dois pares de pegadas, outras vezes apenas um. Isso me incomodou porque notei que, nos períodos mais difíceis da minha vida, quando estava sofrendo de angústia, pesar ou derrota, podia enxergar apenas um par de pegadas. Então, falei para o Senhor: Senhor, vós me prometestes que, se eu vos acompanhasse, caminharíeis sempre comigo.
Mas eu reparei que, nos períodos mais difíceis da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Por que, nas horas em que mais precisei de vós, não estáveis ao meu lado? E o Senhor replicou: As vezes em que viste apenas um par de pegadas, é porque eu estava te carregando no colo.
TEM CONTINUAÇÃO.
                                        FACEBOOK DO EDITOR...

                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

UM PLANO DE SALVAÇÃO...P/14..29/08/2014


                                       
                          Sofrimento Vitorioso

No coração do nosso universo, está um Deus que sofre num amor redentor. Experimentamos mais do Seu amor quando sofremos dentro de um mundo mau. Alguém já disse que, se você sofre sem obter êxito, pode ter certeza de que o êxito surgirá na vida de outrem. Se obtiver êxito sem sofrer, pode estar igualmente certo de que alguém já sofreu por você. Nos contrafortes do Himalaia, há uma bela cidade chamada Kohima. Fica em Nagaland, um dos Estados da índia. Estivemos ali para ajudá-los a celebrar os cem anos de cristianismo. Foi ali que os japoneses foram detidos na sua arremetida na direção da índia, durante a Segunda Guerra Mundial. Enterrados no cemitério estão os corpos de centenas de indianos, britânicos, americanos e os de outras nacionalidades que formaram as forças aliadas que detiveram o avanço japonês. Na entrada do cemitério, existe uma placa fúnebre que diz: "Eles deram o seu amanhã para que vocês pudessem ter o hoje." Depois de dezesseis anos difíceis como missionário no continente africano, David Livingstone voltou à sua Escócia para dar uma palestra aos estudantes da Universidade de Glasgow. Seu corpo estava consumido pelos estragos de cerca de 27 febres que correram por suas veias, durante seus anos de serviço. Um dos braços pendia inútil ao lado do corpo, resultante do ataque de um leão. A essência de seu recado para aqueles jovens foi:
Querem saber o que foi que me sustentou no meio das provações da labuta e da solidão de meu exílio?
Foi a promessa de Cristo: "Eis que estou contigo sempre, até o fim." Nós, como David Livingstone, podemos clamar pela mesma promessa de nosso Salvador e Senhor. Ele nos acompanha em nossos padecimentos e nos espera ao sairmos do outro lado do túnel da provação para a luz da Sua gloriosa presença, para viver com Ele para todo o sempre!
                            
                           O SOFRIMENTO SUTIL

As tempestades fazem uma árvore forte, as provações fazem um cristão forte.
VOCÊ PODE NUNCA ter sofrido fisicamente por acreditar em Jesus Cristo. Contudo, o sofrimento não é apenas dor física e a perseguição não é apenas ser acorrentado. Se somos seguidores de Jesus Cristo que não estamos comprometidos com os caminhos pecaminosos do mundo, inevitavelmente passaremos por algum tipo de sofrimento, ainda que sutil. O sofrimento, nas suas várias definições, faz parte da vida num mundo pecaminoso. Perguntaram a dois cristãos recentemente libertados de um país onde o governo era hostil ao cristianismo como se sentiam sendo perseguidos por sua fé. Eles responderam: Achamos que era o modo normal de se tratar um cristão. Os cristãos que esperam escapar das dificuldades da vida têm uma atitude fantasiosa e não compreenderam a Bíblia ou a História da igreja. Devemos sofrer antes de sermos recompensados. O concertista ou músico renomado sabe que não pode fugir às horas, dias e meses de ensaios exaustivos e sacrifícios exigidos antes daquela única hora de desempenho perfeito. O estudante não pode fugir aos anos de luta e estudo antes do grande dia da formatura. O astronauta que espera participar do programa espacial sabe que lhe será exigida uma disciplina árdua para se preparar para o dia emocionante do lançamento. O atleta que quer fazer parte da Equipe Olímpica tem que contar com anos de treinamento, disciplina e trabalho duro. Vários anos atrás, um ginasta japonês, corajoso e determinado, ajudou a sua equipe a ganhar a medalha de ouro fazendo acrobacias quase perfeitas com uma perna quebrada! Qualquer atleta de destaque lhe dirá que é preciso dor e sofrimento para chegar ao sucesso. Porém, como no caso do ginasta japonês, a dor e o sofrimento valem a pena!

                                    Se Você Sofre.

O apóstolo Pedro tem uma passagem incrível sobre o sofrimento:
Amados, não estranheis a ardente provação que há no meio de vós, e que vem para vos pôr à prova, como se fosse coisa estranha (...).
Se sois vituperados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois; porque o Espírito da glória, e de Deus, repousa sobre vós. Nenhum de vós, porém, padeça coma homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas se padeceis como cristãos, não vos envergonheis, ames glorifique a Deus neste nome... Portanto também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel criador, praticando o bem." (I Pedro 4:12, 14, 15, 16, 19) A perseguição atravessa a longa história dos judeus, mas, na passagem acima, Pedro estava escrevendo para judeus e gentios, para ajudá-los a compreender o que significa sofrer como cristão. Nunca é fácil ser cristão. A vida cristã ainda pode trazer solidão, impopularidade e problemas. Faz pane da natureza humana antipatizar com, ressentir-se de e olhar com desconfiança para qualquer um que seja "diferente". Este é um dos grandes problemas do mundo de hoje. Diferenças tribais, diferenças de classe, diferenças étnicas, diferenças culturais tudo isso separa as pessoas. Tais diferenças levam, muitas vezes, não apenas a desentendimentos, mas a guerras. Quando os cristãos trazem os padrões de Cristo para pautar a sua vida num mundo materialista e secularista, isso freqüentemente cria desagrado. Como as exigências morais e espirituais de Jesus Cristo são tão elevadas, elas freqüentemente deixam o cristão "isolado". Isso pode acarretar incompreensão, medo e ressentimentos por parte daqueles que pertencem ao grupo cultural e étnico do cristão. Quando as pessoas pregam o Evangelho para uma cultura diferente, devem aprender a usar métodos de apresentar o Evangelho e obedecer ao Evangelho que se encaixem no contexto das vidas dos povos daquela cultura. Todavia, os aspectos redentores, éticos e morais do Evangelho não podem ser nunca contextualizados. São os mesmos em todas as culturas, todos os agrupamentos étnicos e raciais.
A perseguição também é um teste. Uma das respostas aos "porquês" do sofrimento é dada na Bíblia:
"Por um pouco de tempo, sendo necessário, haveis sido entristecidos por várias provações para que a prova da vossa fé mais preciosa que o ouro, que perece mesmo quando provado pelo fogo, seja achada para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo." (I Pedro 1:6,7) No dia 16 de junho de 64 d.C., começou o grande incêndio de Roma. Os cristãos levaram a culpa e foram perseguidos. Porém, Pedro não estava escrevendo, necessariamente, sobre esses cristãos em particular. Ele escrevia sobre aqueles que sofriam com censuras, mentiras e calúnias. Pedro também enxergava adiante e via a intensa e causticante provação que, em breve, se abateria sobre a igreja. Estou convencido de que a atual popularidade do cristianismo evangélico nos Estados Unidos terá vida curta. A Bíblia ensina, e a História o confirma, que nunca fez mal à igreja passar pela fornalha. Pedro menciona que a perseguição não é um acontecimento "estranho", no que diz respeito aos cristãos. Diz a seus leitores: "Não vos surpreendais quando ela vier. Surpreendei-vos se não vier! Abraão obedeceu a Deus e chegou à Terra Prometida para encontrar a fome. Jacó obedeceu a Deus e sua família se voltou contra ele. Davi obedeceu a Deus e se escondeu em cavernas porque o Rei Saul queria tirar-lhe a vida. Paulo obedeceu a Deus e se viu na prisão. Paulo disse: "Na verdade, todos aqueles que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos." (II Timóteo 3:12) A perseguição traz muitos benefícios para os cristãos, como veremos mais adiante neste livro. Leva-nos a orar. Faz com que nos aprofundemos ainda mais na Santa Escritura. E extingue os pecados e as impurezas de nossas vidas. Todas as pessoas significativas na Bíblia tiveram que enfrentá-la. Quando você se identifica com o nome de Cristo, vai ter que enfrentá-la. A Santa Escritura ensina, repetidas vezes, que precisamos ser testados e purificados. Podemos aceitar a perseguição porque conhecemos o propósito que há nela.
O propósito é glorificar a Deus. Na Primeira Epístola de Pedro, o apóstolo fala sobre a glória de Deus 16 vezes. Na verdade, o que ele diz é: Eu lhe direi o que você realmente necessita. Passe pela fornalha, e quando passar pela fornalha para a glória de Deus, o Espírito de Deus descerá sobre você e haverá alegria no seu coração e você glorificará a Deus. Através da perseguição, também partilhamos dos sofrimentos de Jesus Cristo. Quando um homem tem que sofrer e se sacrificar por sua fé, ele está percorrendo o caminho que Cristo percorreu e partilhando a cruz que Cristo carregou. A Santa Escritura diz: "Realmente padecemos com Ele, para que também com Ele sejamos glorificados." (Rom. 8:17) Em Filipenses 3:10, diz Paulo: "Para O conhecer e o poder da Sua ressurreição e a participação dos Seus sofrimentos, conformando-me como Ele na Sua morte." Muitas vezes Paulo retorna à idéia de que se o cristão tem que sofrer, de uma forma estranha ele está partilhando dos próprios sofrimentos de Cristo e está até preenchendo os sofrimentos de Cristo (II Coríntios 1:5; 4:10,11; Gálatas 6:17; Colossenses 1:24)
Sofrer pela fé não é uma punição, mas um privilégio. Ao fazê-lo, estamos partilhando da obra e ministério de Cristo. Se estivermos unidos com Cristo e Seus sofrimentos, também estaremos unidos com Cristo na Sua ressurreição. Conhecer Cristo é ficar tão identificado com Ele que partilhamos cada experiência dEle. "Significa que partilhamos o modo como caminhou; partilhamos a Cruz que carregou; partilhamos a morte que teve; e, finalmente, partilhamos a vida que vive para todo o sempre.
Todavia, também é maravilhoso pensar que, em nossa vida cristã, o poder de Sua ressurreição precede o convívio com Seus sofrimentos. Em outras palavras, o poder de Sua ressurreição é acessível para nós dia após dia, através do Espírito Santo. Temos o prazer de sentir a presença de Deus no meio do sofrimento, aqui e agora. Tenho falado com várias pessoas que estão experimentando profunda dor ou severas dificuldades, e elas sempre dizem: "Sinto que Deus está perto de mim. Quando Estêvão estava sendo julgado e parecia certo de que seria condenado à morte, seu rosto apareceu para os espectadores como se fosse o rosto de um anjo. (Atos 6:15) Quando os três jovens hebreus foram lançados à fornalha e o rei foi espiar, viu um quarto que era semelhante ao "Filho de Deus." (Daniel 3:25) Nenhum crente jamais sofre sozinho. Jesus está sempre presente com ele. Existe uma lenda sobre um missionário que foi para uma ilha distante e, lá, conseguiu o seu primeiro convertido a Cristo. Mais tarde, este homem foi torturado e morto pelos outros nativos. Muitos anos depois, quando o próprio missionário tinha morrido e ido para o céu, encontrou-se com o convertido martirizado e perguntou-lhe como se sentira sendo torturado até a morte por causa do seu amor a Cristo. O homem olhou para ele por um momento e depois replicou:
Sabe que nem me lembro! Sofrer como cristão assume muitas formas diferentes. Algumas perseguições podem ser de tipos mais sutis.
TEM CONTINUAÇÃO.
                                        FACEBOOK DO EDITOR...

                     http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA